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quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

BaianaSystem é a nova voz do Carnaval baiano

O casamento entre a guitarra baiana e os soundsystems jamaicanos pode roubar a cena no Carnaval de Salvador deste ano e confirmar a entrada do grupoBaianaSystem para o primeiro escalão do pop nacional. O grupo formado por Roberto Barreto, Russo Passapusso, Marcelo Seko e Filipe Cartaxo está prestes a lançar seu segundo disco, gravado no final do ano passado, e vai usar o Carnaval para apresentá-lo pela primeira vez ao vivo. A faixa "Lucro (Descomprimindo)" dá o tom do novo disco ao questionar disparidades sociais e políticas sem perder o groove - o que dizer de uma letra que rima "especulação imobiliária" com "minissaia" sem perder o rebolado?
"O Carnaval é uma grande referência estética para nós em muitos sentidos", explica o guitarrista Beto Barreto, que antes de montar a banda em 2009 já havia tocado com a Timbalada e feito parte do grupo Lampirônicos. "A ideia de pensar o trio elétrico como um grande soundsystem abre muitas possibilidades. A festa popular e todos os signos envolvidos nisso, o canto dos blocos afros e a percussão, as imagens que passam por caretas, máscaras, pinturas, fantasias etc. É um universo muito lúdico, que durante muito tempo para nós aqui em Salvador ficou estereotipado e perdido dentro de todos os problemas trazidos pela indústria da música e do Carnaval."
O grupo começou a participar do Carnaval no ano seguinte à sua fundação, quando fizeram um trio aberto ao público - sem a famigerada "corda" que separa os foliões populares daqueles que pagaram para ficar mais próximo do trio. O primeiro trio teve participações de BNegão e Lucas Santtana e homenageou Ramiro Musotto, percussionista e produtor argentino radicado na Bahia, cujas pesquisas de ritmos e beats foram cruciais para o surgimento do grupo - e que morreu no final de 2009. "Ninguém conhecia o BaianaSystem e o som causava um estranhamento. Mas ao mesmo tempo era um estranhamento que trazia referências muito próximas daquele ambiente, Russo trazia a experiência de mestre de cerimônias das festas de Soundsystem que comandava no MiniStereo Público, e isso tem muita liberdade, muito de festa de rua, de carnaval", continua Beto.
O estranhamento inicial passou e aos poucos o Baiana foi levantando sua principal bandeira: a de misturar sons e culturas diferentes, a partir de uma divisão natural que existe em qualquer grande cidade do país e que se acentua em Salvador, melhor exemplificada pela divisão entre ricos e pobres no Carnaval da capital baiana. "Pensamos sempre no Carnaval como parte criativa e importante, tanto artisticamente como no que isso pode colaborar com o mercado como um todo", continua Beto.A questão do Carnaval participativo, de rua, mais democrático onde sejam respeitados os espaços e a diversidade são assuntos que nos interessam e tentamos colaborar no que pudemos com essas mudanças que são fundamentais para que a festa sobreviva

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Boa Terra - Coluna do dia 10/12/2015

Festa para uma diva, com seda, veludo e banquete de faisão
Quem acaba de ganha uma homenagem de fim de ano como só as verdadeiras divas merecem é Juca Duarte Moniz Barreto Lisboa. A socialite que virou referência de estilo e requinte para o high society teve direito a festa palaciana, com banquete de faisão, assinado pelo chef português Nuno Salvaterra. Palácio de verdade, porque o estilista e artista plástico Julio Cesar Habib recebeu a homenageada num casarão nobre, coalhado de lustres de cristais, arandelas laqueadas, vasos de Murano e poltronas estofadas com veludos e damascos de inspiração vitoriana. Sobre as cortinas de veludo, seda e voile, nem precisa falar. 
Como se não bastasse abrir os salões de um dos casarões mais suntuosos do centro antigo de Salvador, imóvel do século XIX que pertenceu a um dos barões do cacau, Julio Cesar Habib ainda ofereceu uma escultura à sua grande amiga. Um busto em estilo renascença, esculpido numa rocha natural do tipo Bege - Bahia. “Julio, meu querido, impossível estar com você sem lembrar de Ingeny Habib, uma grande referência para mim em elegância e beleza”, disse sobre a mãe do anfitrião, já falecida, e que era comparada a ícones de beleza como a atriz Sofia Loren e a “Miss Brasil” Martha Rocha. 
Coleção para cantora norte-americana
A noite especial na “Maison de Eventos Habib” fervilhou de figuras do high society baiano, principalmente de gente ligada à secular produção de cacau do sul da Bahia, local de origem da família do anfitrião que ficou famoso atuando também como estilista da alta costura, chegando a assinar guarda-roupa para a cantora norte americana Connie Francis. Lá estavam, por exemplo, o casal Socorro e Sergio Habib. Ele, que é advogado e primo do anfitrião, recebeu troféu de homenagem. Também Silvinha Silva, Marita Novis, Maria Cristina Mendonça, Iasmine Habib, Maria Augusta Abdon, Tânia Lucia Almeida, Alderica Pinto, Kaka Bulhosa e Tania Pastori.
Sala vazia e burburinho nas escolas
A Bahia também corre o risco de rebuliço nas escolas públicas. Principalmente em Salvador, onde corre o boato de que as eleições para diretores e vice-diretores, marcadas para hoje, poderiam ser suspensas e transferidas para quarta-feira, dia 16. “O que está deixando muita gente inquieta é a composição das chapas concorrentes, pois várias estão incompletas até esta quarta-feira, sob alegação de questões internas. De uma hora para outra, um diretor retira o nome da chapa”, contou um dos professores, sem autorizar a identificação. Contou que além das eleições, há preocupação com o esvaziamento de escolas. “Como ocorre, por exemplo, no Colégio Odorico Tavares, no Corredor da Vitória, onde hoje só há aulas no turno matutino”, informou.
Música de vanguarda e rapper gay em Salvador 
Se ainda existe tribo de vanguarda em Salvador, dá para apostar que o centro histórico vem abaixo neste sábado com o inusitado encontro da banda “Baiana System” com o cantor paulistano Jefferson Ricardo Silva, no Largo Teresa Batista. O convidado da banda que renova a música baiana é nada menos do que Rico Dalasan, o primeiro rapper queer do Brasil. Em outras palavras, é o rapper gay de cabelos escovados e camisolões parecendo peças da alta costura chinesa que está encantando as tribos mais descoladas do país.
Justiça seja feita, o show já vale a pena pela oportunidade do baiano assistir para valer à incrível banda “Baiana System”, que encanta plateias do Japão e dos Estados Unidos, mas é pouco conhecida pelo público baiano, como Boa Terra já reclamou. E olha que o dia ontem foi de ferveção no Rio de Janeiro em preparação para a apresentação à noite dos músicos baianos no “Circo Voador”, como atração principal do encontro “Emergências 2015”. Mas levar o rapper Rico Dalasan ao palco é outra história irada.
Totalmente desconhecido na Bahia, Rico Dalasan não fala das pieguices sobre o caos urbano e os protestos automáticos que dominam o canto do rapper engolido pelo Mainstream. Prefere bradar cadenciado  sobre relacionamentos, principalmente dos meninos que gostam de meninos. E chega a usar músicas de Daniela Mercury para suas sampleadas.  
Grafite baiano com premiação carioca
Tomaz Viana nasceu em Salvador, estudou arte e design, e como um dos artistas mais talentosos de sua geração espalhou grafites incríveis pelas ruas da cidade, mas ninguém liga. Boa Terra já falou sobre painéis produzidos por ele. Mas no Rio de Janeiro, onde o artista mora atualmente e assina seus trabalhos como Toz, a história é o outra. E cheia de glória. Acaba de virar capa da “Veja Rio”, a publicação mais influente da metrópole internacional.
A matéria “Carioca do Ano” mostra um ranking de onze personalidades premiadas por deixar a sua marca no Rio de Janeiro. Santa ingratidão, mas dois baianos precisaram dos cariocas para brilhar desse jeito, pois além de Toz, figurou também a culinarista Bela Gil Demasi ao lado da atriz Grazi Massafera e a apresentadora de televisão Regina Casé, e mais sete personagens. A festa para entregar o troféu foi no “Golden Room” do “Copacabana Palace” com direito à atriz Fernanda Montenegro entregando os totens. 
O destaque que reforçou a relação de Toz com o Rio de Janeiro foi que ele pintou o maior grafite a céu aberto da cidade. “Ele passou dez dias pendurado em um andaime, subindo e descendo pela empena do hotel Marina Palace, no Leblon. Ali, gastou 800 latas de tinta para pintar um imenso painel de 75 metros de altura por 10 de largura, o maior da cidade no gênero”, contou a revista.
Talento do high society com estilo artesanal 
Presença sempre prestigiada no high society, Fátima Guimarães Camelyer conhece muito bem o comportamento e o estilo do grand monde, principalmente as tendências que encantam atualmente. Por isso ela surpreende ao adotar o hand made para produzir a incrível coleção de almofadas que exatamente por serem produzidas artesanalmente ganham sofisticação e temáticas singulares. 

É uma produção em decoração que inclui também abajures e luminárias que perdem aquele jeito opaco e limpo para se transformarem em peças charmosas. Totalmente autorais, “a gente pensa em oferecer personalidade aos ambientes de acordo com o gosto do cliente”, diz a artista, revelando o segredo das opções para artigos em sedas, por exemplo. Nada de pieguice, as estampas geométricas criam a ilusão do efeito 3D.



          Fonte> https://www.tribunadabahia.com.br/2015/12/10/boa-terra-coluna-do-dia-10122015

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Maria Rita, BaianaSystem, Negra Cor e Baleiro estarão no Festival do Morro

Evento será entre os dias 30 de outubro e 1º de novembro, em Morro de SP.
Programação é gratuita e novas atrações locais ainda devem ser divulgadas

O "Festival do Morro" divulgou nesta quarta-feira (14) as atrações que estarão de 30 de outubro a 1º de novembro, feriado prolongado de Finados, em Morro de São Paulo, município de Cairu, no Baixo Sul da Bahia.
Na programação, estão Zeca Baleiro, Maria Rita e as bandas BaianaSystem e Negra Cor. Além das atrações nacionais, bandas e cantores regionais também dividirão o palco principal. As demais atrações locais devem ser divulgadas nos próximos dias. O evento é gratuito

O cantor Zeca Baleiro se apresenta na noite de estreia, sexta (30). No sábado (31), a cantora Maria Rita apresentará o show “Coração a Batucar'. E no domingo (01), o  público irá curtir o som irreverente da guitarra da banda BaianaSystem e a mistura rítmica da banda Negra Cor, comandada pelo cantor Adelmo Casé.
Este ano, o evento traz várias novidades, e a primeira delas é a mudança de nome, agora chamado de “Festival do Morro”. Serão três dias de músicas na Segunda Praia, local onde será montado o palco da festa.
A festa, que entra na 6ª edição aconteceu, pela primeira vez em 2010. Já passaram pelos palcos do Festival nomes como Cidade Negra, Carlinhos Brown, Nando Reis, Maria Gadu, Vanessa da Mata, Capital Inicial, Lenine, Jorge Vercillo, entre outros.
O Morro de São Paulo é um dos principais destinos turísticos da Bahia. A ilha fica no arquipélago de Tinharé. Só no festival são aproximadamente 4 mil pessoas hospedadas e cerca de 20 mil pessoas por noite, em cada show.  Os turistas que planejam curtir o evento devem se programar,e desde já reservar uma das diversas pousadas existentes na ilha.





          FONTE.http://g1.globo.com/bahia/musica/noticia/2015/10/maria-rita-baianasystem-negra-cor-e-baleiro-estarao-no-festival-do-morro.html

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Itacaré recebe Cidade Negra

Liderada por Toni Garrido banda fará show com clássicos da sua carreira
Não importa aonde você mora. Se no dia 1º de novembro estiver em Itacaré, Bahia, a proposta imperdível da noite é curtir os shows de Cidade Negra, Legião Urbana e Nando Reis. As apresentações acontecem a partir das 20 horas, no KM 6, um dia depois dos shows de Seu Jorge, Baiana System e Ponto de Equilíbrio no mesmo local.
Nascido na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro, a Cidade Negra tem Toni Garrido como vocalista. Depois de passar pelo Rock In Rio, a banda parte para a cidade do surf no encerramento do Mahalo Surf Eco Festival. No show que farão na Bahia não deve faltar a primeira música de trabalho, “Onde Você Mora?”, “Pensamento”, “Doutor”, “Mucama”, “Minha irmã” e “A Sombra da Maldade”.
Mahalo Surf Eco Festival – Pela terceira vez consecutiva Itacaré recebe o maior evento de surf do nordeste. De 26 de outubro até o 01 de novembro, a cidade ganhará a oitava edição do Surf Eco Festival. O evento é internacional e faz parte do circuito mundial de surf masculino, válida pela Word Surf League  (WSL). O Surf Eco Festival acontece na praia da Tiririca, uma das melhores para o surf no Brasil. Em 2015, é uma etapa QS 6.000, que significa seis mil pontos no ranking internacional e US$ 150 mil em premiação. O evento é promovido pela Dendê Produções desde 2008 e conta com o patrocínio da Prefeitura de Itacaré, Pousada Ecoporan, Secretaria do Turismo da Bahia, TV Santa Cruz, Mahalo e Skol.
Mahalo Surf Eco Festival, em Itacaré
Atrações: Nando Reis, Legião Urbana e Cidade Negra
Dia 01 de novembro (domingo)
Horário: a partir das 20 horas
Local: km 6 – Itacaré
Valor: pista R$ 50,00
Passaporte para os dois dias pista: R$ 80,00
Camarote: R$ 100,00
Passaporte para os dois dias camarote: R$ 180,00
Informações: 71 30141510

                                                    






Fonte.http://jornaldiadia.com.br/nota-itacare-recebe-cidade-negra/