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quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Jaloo joins Sky Boogarins and Bahia System in Molotov Cocktail 2016

The Jaloo paraense, exponent of the combination of electronic music and Tecnobrega, is another attraction confirmed at the Festival In The Air Molotov Cocktail, which takes place on October 22 in Recife. He joins singer paulistana Heaven, the band BaianaSystem and Boogarins, already scheduled for the event. The festival, known for exploring new names from the music scene and experimental sounds, will have 12 hours of national and international shows.

Check out the script shows the Enjoy

Jaloo presents in the capital of Pernambuco the # 1 album, their debut album, released in October last year. With elements of pop, idie, Tecnobrega and e-music, the work involves scenic and visual aesthetic responsible for the transformation of Jaime - the paraense born in Castlereagh, about an hour and a half from the capital Belém - in Jaloo. The disc name, as stated in interviews by the musician, is directly related to the debut in the music market. The hashtag before the number universalized the message.

The Para, now based in São Paulo, gained visibility on social networks by posting pop hits remixes and international rock - Beyoncé, Amy Winehouse, Donna Summer, among others, won versions signed by Jaloo in recent years. A cover of Oblivion, the Canadian Grimes, is the first EP Jaloo, Insight (2014). # 1, 12 tracks mixed national and international references in compositions and copyright arrangements, including the city, # 1 and Ah! Ache!.

                                                 Fonte> http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/viver/2016/08/23/internas_viver,661306/jaloo-se-une-a-ceu-boogarins-e-baianasystem-no-coquetel-molotov-2016.shtml

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Coala Festival reúne Baiana System, Céu e Karol Conká; ingressos à venda

A terceira edição do Coala Festival, que reúne artistas que estão despontando no cenário recente da música brasileira, reunirá, no Memorial da América Latina, shows de Céu, Silva, Karol Conká, Lila, Baiana System e Cícero, que fará uma apresentação com participação especial de Marcelo Camelo, no dia 3 de setembro. Os ingressos, entre R$ 50 (meia) e R$ 100, estão à venda pelo site www.totalacesso.com e pontos de venda.

Serão dez horas de programação musical, a partir das 13h, além da exibição de instalações artísticas, como painéis de grafite, exposições de artes plásticas e projeções. Como nas edições anteriores, o line-up do evento procura celebrar a diversidade da música nacional, com atrações de cinco estados. A expectativa é que até 10 mil pessoas compareçam à terceira edição do festival, que já recebeu no palco nomes como Criolo, Tom Zé, Marcelo D2, Otto, 5 a Seco e O Terno.

A rapper Karol Conká mistura o hip hop eletrônico do belga Stromae com o samba-reggae baiano da Timbalada e o pagode da carioca Jovelina Pérola Negra. Já os baianos da Baiana System trazem a São Paulo a nova sonoridade da música urbana produzida em Salvador, presente em "Duas Cidades", segundo álbum da banda lançado em 2016 cuja faixa "Playsom", com participação de Márcio Victor (Psirico), está na trilha do game Fifa 2016.
Já a paulistana Céu volta a São Paulo para apresentar o show do seu último álbum, "Tropix" (2016), com qual vem excursionando pela Europa e Estados Unidos. Compositor, cantor e produtor, Cícero também volta de turnê na Europa onde promoveu o terceiro álbum, "A Praia", lançado em 2015. O carioca recebe no palco o antigo parceiro Marcelo Camelo.

Além de estudantes, o direito a meia entrada será estendido a quem doar um quilo de alimento ou um livro. A organização do festival espera repetir a média de 1,5 mil livros e duas toneladas de alimento arrecadados em 2014 e 2015.

Serviço
Quando: 3 de setembro de 2016 – a partir das 13h
Onde: Memorial da América Latina (Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664 - Barra Funda)
Quanto: R$ 100 e R$ 50 (meia para estudantes e para quem doar um livro ou de um quilo de alimento não perecível)
Vendaswww.totalacesso.com e postos de venda Loja ABC - Shopping São Caetano (Al. Terracota, 545 – Lj2094), Shopping Patio Higienopolis (R. Dr. Veiga Filho, 133 - Piso Pacaembu), Shopping Paulista – LJ (R. Treze de Maio, 1947) e Flagship Chilli Beans (Rua Oscar Freire, 1072)

                                           Fonte> http://musica.uol.com.br/noticias/redacao/2016/08/09/coala-festival-reune-baiana-system-ceu-e-karol-conka-ingressos-a-venda.htm

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Natiruts, BaianaSystem e Saulo fazem show no Wet'n Wild, em Salvador

Banda brasiliense lança novo trabalho no evento, que será dia 13 agosto.
Ingressos custam R$ 70, R$ 110 e R$ 150 e já estão à venda.


A banda de reggae Natiruts lança o DVD "Natiruts Reggae Brasil" no sábado (13), em Salvador. Parte do novo trabalho do grupo brasiliense foi gravado na capital baiana em 2015. O registro também foi feito no Rio de Janeiro.
O DVD contou com a participação de grandes nomes da música nacional, como Esdon Gomes, Ivete Sangalo e Gilberto Gil. O repertório do show conta com canções de sucesso do ritmo, como  “Nayambing Blues” (Sine Calmon), “Me Namora” (Edu Ribeiro), “Vamos Fugir” (Gilberto Gil), “Perdido de Amor” (Edson Gomes), “Desenho de Deus” (Armandinho), “Com Certeza” (Planta & Raiz), além de canções já conhecidas do público do Natiruts.
O cantor Saulo e o grupo BaianaSystem também se apresentam no evento. Os portões serão abertos às 21h. Os ingressos custam R$ 70 (pista), R$ 110 (área vip) e R$ 150 (área vip) e podem ser adquiridos na Line Bilheteria, localizada no segundo piso do Shopping da Bahia, por meio dosite da loja.
SERVIÇO
O quê: Lançamento DVD Natiruts
Quando: 13 de agosto (sábado)
Horário: Abertura dos portões 21h
Onde: Wet’n Wild
Atrações: Natiruts, Saulo e Baiana System
Ingressos:  Pista: R$ 70 | Área Vip: R$ 110 | Camarote: R$ 150
Ponto de venda: Line Bilheteria, localizada no segundo piso do Shopping da Bahia, ou através do site www.linebilheteria.com.br.
Classificação: 16 anos
*Valores podem sofrer alterações a qualquer momento sem aviso prévio

                                     Fonte> http://g1.globo.com/bahia/musica/noticia/2016/08/natiruts-baianasystem-e-saulo-fazem-show-no-wetn-wild-em-salvador.html

sábado, 16 de julho de 2016

BaianaSystem comanda Baile Playsom e convida BNegão, Àttooxxá e MC Vandal

Show acontece hoje sábado (16), às 22h, no Barra Hall, e a ideia é curtir o clima de baile até de manhã

O Baile Playsom está de volta e o clima não podia ser diferente daquele que anuncia a própria música Playsom: “é serpentina e confete”. A segunda edição  da festa da BaianaSystem ocupa o Barra Hall amanhã, às 22h, e a ideia é curtir o clima de baile até de manhã.
“O baile é diferente das festas que a gente faz em Salvador. Amo o Pelourinho, a gente não vai parar de tocar nunca, mas às 23h40 já acaba ônibus pra galera. No baile, você encontra todos os links de diversão e não tem hora para acabar”, garante o cantor Russo Passapusso, 33, fundador da BaianaSystem com Robertinho Barreto e SekoBass.
A mais de mil decibéis, o Baile Playsom Parte 2 agita a Barra e a BaianaSystem não está só. Além da anfitriã, que convida o MC Vandal, a festa tem shows do cantor carioca BNegão, que traz o compacto formato BNegão Trio, e do DJ e produtor Rafa Dias, com o projeto Àttooxxá.
“A gente tem o mesmo elo de comunicação, a música experimental com roupagem eletrônica, então não vai ficar aquele show segmentado”, garante Russo. “O Àttooxxá tem o samba duro, o pagode, os ritmos internacionais e encaixa perfeitamente nessa história. Já BNegão é mais eletrônico, com DJ e sopro. O plano é que tenha um link da primeira à última música”, completa o vocalista.
Inspirada no sistema de som jamaicano e virada numa goteira, a Baiana apresenta o disco Duas Cidades, produzido por Daniel Ganjaman. A trilha reforça o mix de guitarra baiana com influências do dub, reggae, arrocha e ijexá, em músicas como a que dá nome ao baile, além de Barra Avenida Parte 2, Lucro (Descomprimindo) e Bala na Agulha.
“A Baiana tem identidade própria, ao mesmo tempo é vanguarda e é popular. O som tem muita coisa ancestral e muita coisa que propõe  paradas futuristas”, resume o cantor BNegão, 42, cujo repertório traz referências do samba, dancehall, rap, baile funk e da música jamaicana.
“Acho que a Baiana tem potencial para ser uma das maiores bandas mundiais, estilo Sepultura nos anos 1990. Identidade é o que faz o pessoal fazer diferença no mundo. Mais do mesmo não tem muito pra somar”, elogia BNegão, ao ressaltar a diversidade sonora do grupo baiano.
OcupaçãoFãs mais puristas torcem o nariz para o público cada vez mais diverso da BaianaSystem e os locais “elitistas” dos shows. Mas o grupo garante que a ideia é mesmo explorar todos os cantos das duas cidades, Alta e Baixa, e tornar o Baile uma festa universal.
“O Baile Playsom levanta da zona de conforto para fazer uma ocupação de espaços, dentro de valores. A gente está mexendo com a cabeça das pessoas. Queremos criar essa característica de música universal, baile universal”, diz Russo. “Não é por que a galera é do gueto que não vai poder ir para o Barra Hall. Nós vamos invadir a Barra!”, diverte-se.
Barra Hall (Rua Barão de Itapoan, 218, Barra | 3033-3803). Amanhã, às 22h. Ingresso: R$ 60 | R$ 30 (primeiro lote), R$ 80 | R$ 40 (segundo lote). Vendas: Ticketmix, Pida, Sympla.


                                                Fonte> http://www.correio24horas.com.br/single-guia/noticia/baianasystem-comanda-baile-playsom-e-convida-bnegao-attooxxa-e-mc-vandal/?cHash=da82459c3b63c075f0a74c3eaa4a2f98

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Resenha: “Duas Cidades” (2016) – BaianaSystem.

Em dezembro de 2015, Salvador recebeu oficialmente o título de “Cidade Música” pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Para reforçar a condecoração e para o desenrolar desta resenha, no entanto, é necessário quebrar um pouco do estereótipo construído ao longo dos anos ao se falar de música baiana.
Há de se considerar que o habitat musical que projetou Raulzito para o país, também foi berço para Caetano, Gil, Novos Baianos e outros muitos. Portanto, não é utopia dizer que a Bahia da Timbalada e do Olodum é exatamente a mesma de Pitty, Vivendo do Ócio e Maglore, mesmo que poeticamente retratada e exposta de diferentes ângulos, arranjos e compassos. Eis a pluralidade.
Essa diversidade cultural/musical é o resultado de anos de misturas, e para tentar contextualiza-la um pouco melhor é necessário voltar no tempo. Mais precisamente nas décadas de 1970 e 1980, quando a influência da música jamaicana acendeu movimentos fortíssimos e vivos até os dias de hoje na capital baiana.
Do apogeu da cultura dos Sound System, Dub, Dancehall, do Reggae de Bob Marley… diretamente para os Blocos Afro, o Afoxé, o Samba Reggae, Ijexá, Pagode e, consequentemente, para a maior festa popular do planeta: o Carnaval.
É nesse cenário que surge o BaianaSystem, grupo que, provavelmente, melhor representa essa nova configuração do que é (ou do que pode ser) a música baiana em todos os seus aspectos contemporâneos.
A guitarra baiana, inventada por Dodô e Osmar, ganha uma releitura nas mãos do guitarrista e idealizador da banda, Roberto Barreto. SekoBass é o responsável pela cozinha; na divisão dos graves entre o baixo, programações e as batidas sampleadas. O vocalista Russo Passapusso mistura a cadência do samba de roda do recôncavo com o toaster jamaicano. Tudo isso ainda conta com grande aporte do designer e fotógrafo Filipe Cartaxo, quarto elemento e o responsável direto por toda a fantástica estética visual do Baiana – a exemplo da imagem que ilustra este post.
No último dia 29 de março, aniversário da cidade de Salvador, o grupo lançou seu segundo disco. Intitulado “Duas Cidades”, o álbum chega como um update do conceito apresentado no seu antecessor “BaianaSystem”, de 2010.
Com produção musical assinada por Daniel Ganjaman e participações de Siba, Márcio Victor (Psirico), do coro das Ganhadeiras de Itapuã e outros grandes artistas, “Duas Cidades” reforça o engajamento social e a identidade cultural do BaianaSystem.
Logo no título, a banda já manda o papo diretíssimo propondo um questionamento das distintas linguagens urbanas presentes em Salvador – cidade alta ou cidade baixa? Nesse caso, as duas. E a temática segue ecoando pelas 12 faixas que soam ao melhor estilo riddim jamaicano.
Além do dialogar entre si, as músicas também contam com referências sonoras de canções do álbum anterior e até de uma faixa do disco solo do vocalista Russo Passapusso – “Paraíso da Miragem”, de 2015. Isso acaba criando uma atmosfera experimental, em constantes mutações sonoras que proporcionam imersões estéticas distintas, principalmente para os que já estão mais familiarizados com o Baiana e seus projetos paralelos.

Logo na faixa de abertura “Jah Jah Revolta, pt II”, já é possível sentir essa proposta, reforçada logo em seguida por “Bala na Agulha” e mais adiante em “Barra Avenida, pt II” e “Playsson” – primeiro single do disco e única música brasileira a compor a trilha sonora do famoso game Fifa 2016, da EA Sports.
Destaque também para “Lucro: Descomprimindo” e “Azul”. A primeira, talvez minha preferida; uma cúmbia resultado da parceria de Passapusso com Mintcho Garrammone, multiinstrumentista e compositor argentino; já a segunda, uma espécie de mantra instrumental que encerra o disco abaixando as rotações de forma bem harmônica

Seja nos palcos mundo afora, ou puxando o trio elétrico “Navio Pirata” nas avenidas do Carnaval de Salvador, toda essa grande metamorfose musical se transforma em uma verdadeira catarse. Ao vivo, a banda (ou coletivo) sobe um patamar, passando para um status de movimento, em movimento; quase uma ideologia.
E é exatamente em função dessa que, provavelmente é uma das maiores virtudes do BaianaSystem como conjunto musical, que se evidencia o único possível deslize de “Duas Cidades”. É compreensível, mas o disco não consegue transmitir fielmente toda essa explosão sensitiva citada no parágrafo acima.
Talvez esse seja o próximo desafio do Baiana, ou talvez a proposta sempre tenha sido essa, de proporcionar diferentes formatos para produtos distintos. Fato é que toda expectativa gerada por esse lançamento foi atendida e “Duas Cidades” pode, e é muito provável que deve, impulsionar o BaianaSystem além das praças que os caras já conquistaram.
Trackslist:
  1. JAH JAH REVOLTA – Pt 2
  2. BALA NA AGULHA
  3. LUCRO (DESCOMPRIMINDO)
  4. MERCADO
  5. DUAS CIDADES
  6. PLAYSOM
  7. DIA DA CAÇA
  8. CIGANO
  9. PANELA
  10. CALAMATRACA
  11. BARRA AVENIDA – Pt 2
  12. AZUL



                                         Fonte > http://br.nacaodamusica.com/posts/resenha-duas-cidades-2016-baianasystem/

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Band "Baiana System" presents a new ax

movement leader 'reinvents' rhythm, group releases new album in São Paulo

For some time the ax does not say "play the hand to the top and take the foot off the floor." With the loss of the rhythm space, which established the Carnival of Salvador from 1980 to genres such as backcountry and funk, the Bahian popular music had to reinvent.
Then came bands such as the Bahian System, first a prominent name in the underground after a commercial phenomenon in the state, which already strides out of it. In the coming days 27 and 28, the group released his second album, "Two Cities" in Sao Paulo.
The album will be presented in the taproom the SESC Pompeia, with the participation of Siba Pernambuco (which last year was awarded the album "De Loose Ball", at Multishow). No show of Bahian News on Concha Acoustics they invited Ney Matogrosso.
"There have been looking to the musical production of the Southeast, Recife, Para ... In Bahia, a lot has been going on for some time, but everything was very diluted. Now, is gaining attention, "says Roberto Barreto, who conceived the project, who plays guitar in the band Bahia.
The instrument, created by the legendary duo Dodo and Osmar in the 1940s and responsible for creating the electric trio, guides the group's work and earn dub bases and groove, dialoguing with electronics, Jamaican and Caribbean music.
"We started with the idea of ​​doing a job directly related to the Bahian guitar, inserting it into another universe, not necessarily the Carnival", he explains. In practice, however, the world of revelry was decisive.
The band parades at the party since its inception in 2009, but for a few years attracted small groups, mostly made up of revelers like "weirdos", angry with abadá culture.
On Wednesday (18), crowd scenes behind the "Pirate Ship" -like was baptized the electric trio group- impress the public engagement in a kind of ecstasy with the powerful sound of the band.
The trio says Barreto, is for Baiana System a great sound system improvised sound -system in street parties, popularized in Jamaica in the 1950s.
new industry
Besides the guitarist and the constant collaboration of DJs, in the group vocalist and composer Russian Passapusso the SekoBass bassist and illustrator and designer Filipe Cartaxo, responsible for the visual identity and the mask distributed at concerts, design aesthetic symbol.
Already popularized in the mainstream of Salvador, while remaining independent, the Bahia heads a movement trying to reframe the Bahian music industry, which can no longer be sustained in the ax. Names like Orkestra Rumpilezz, Manuela Rodrigues and Marcia Castro follow the flow.
It also reflects a new moment of Carnival of the capital, where ropes and abadás beloved give more space to independent trios. "Gradually, Carnival had to change. There began to be the questioning of the public space in the party and the loss of freedom in the name of the market. "
The second disc, Roberto believes that the band is more mature. "The first [released in 2010] was an outline of ideas, produced almost homely way," he recalls. "In the 'Two Cities', there is the opposite of what usually happens: we were already on the road playing music and synthesize it to disk, from the result that we live."

                                                      Fonte>http://www.folhape.com.br/cultura/2016/5/banda-baiana-system-apresenta-um-novo-axe-0243.html

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Atração do último show da Concha, BaianaSystem inicia novo ciclo do espaço

Reconhecida como uma das atrações que apontam novas tendências da música brasileira, a BaianaSystem faz parte de um ciclo na história da Concha Acústica. O grupo participou da última apresentação no espaço antes do fechamento para as obras – o especial “Domingão na Concha” com Lenine, Letieres Leite e outras atrações, em dezembro de 2013 – e agora integra a programação do festival “Eu Sou A Concha”, que marca a reinauguração. “Pra gente foi uma honra ter sido convidado porque a gente participou do encerramento que teve vários shows, então ficou aquele gostinho assim de tocar de novo. Também tem toda a importância no histórico pra o que é a Concha, que a gente viu nesse período que ficou fechada, a falta que faz pra cidade como um lugar de médio porte, boa estrutura aura”, afirma Roberto Barreto, guitarrista da banda.
BaianaSystem se apresenta no sábado (14), segundo dia de shows, com a participação de Ney Matogrosso, em uma apresentação inédita, de cerca de 70 minutos, coordenada pelo diretor artístico Elísio Lopes Jr. “Foi uma proposta que de alguma forma partiu da direção do espetáculo, entre os nomes que eles pensavam e teve toda uma consulta pra saber o que é que ele achava, então  da nossa parte, a gente ficou super entusiasmado: ‘Lógico, tem tudo a ver, vai ser ele!’. Pelo que Elísio falou, ele teve a mesma reação, ficou empolgado. Artisticamente, ao longo da carreira dele, ele participa muito de shows com pessoas que estão produzindo na atualidade, então foi uma proposta com aceitação de ambos os lados”, conta o guitarrista.


No show, que ainda está sendo montado, a banda deve apresentar algumas canções do novo álbum “Duas Cidades”, lançado no dia 29 de março, aniversário de Salvador. Além de fazerem parte de duas apresentações marcantes para a história do anfiteatro, os espetáculos também representam fases distintas na carreira do grupo. Em 2013, chegando ao auge do primeiro álbum, lançado em 2010. Quase dois anos e meio depois, a banda volta ao mesmo local já com o trabalho consolidado no cenário de música alternativa. “Tem esse entendimento maior da gente como grupo, como artista, nessa relação com a cidade. Nesse período, a gente teve bastante coisas acontecendo, teve os shows que a gente fez no Pelourinho, teve o último carnaval com momentos bem marcantes, lançamento de disco... Foi bem esse tempo de consolidar isso, formatar isso pra um disco, ter essa relação com o público mais concretizada”, analisa. No festival, a banda pretende apresentar um pouco do novo show, que mostra os experimentos que eles vêm fazendo com uma sonoridade mais madura. O segundo dia de apresentações contará ainda com show de Carlinhos Brown com participação de Lazzo. Na sexta (13), abertura exclusiva só para convidados, terá Maria Bethânia com Margareth Menezes e o espetáculo Kindembu com Ilê Aiyê, Filhos de Gandhy, Cortejo Afro, Male Debalê, Muzenza, Olodum e convidados. O festival chega ao fim no domingo (15) com o reencontro inédito dos Novos Baianos.


                                     Fonte> http://www.bahianoticias.com.br/noticia/190185-atracao-do-ultimo-show-da-concha-baianasystem-inicia-novo-ciclo-do-espaco.html

Atração do último show da Concha, BaianaSystem inicia novo ciclo do espaço

Reconhecida como uma das atrações que apontam novas tendências da música brasileira, a BaianaSystem faz parte de um ciclo na história da Concha Acústica. O grupo participou da última apresentação no espaço antes do fechamento para as obras – o especial “Domingão na Concha” com Lenine, Letieres Leite e outras atrações, em dezembro de 2013 – e agora integra a programação do festival “Eu Sou A Concha”, que marca a reinauguração. “Pra gente foi uma honra ter sido convidado porque a gente participou do encerramento que teve vários shows, então ficou aquele gostinho assim de tocar de novo. Também tem toda a importância no histórico pra o que é a Concha, que a gente viu nesse período que ficou fechada, a falta que faz pra cidade como um lugar de médio porte, boa estrutura aura”, afirma Roberto Barreto, guitarrista da banda.
BaianaSystem se apresenta no sábado (14), segundo dia de shows, com a participação de Ney Matogrosso, em uma apresentação inédita, de cerca de 70 minutos, coordenada pelo diretor artístico Elísio Lopes Jr. “Foi uma proposta que de alguma forma partiu da direção do espetáculo, entre os nomes que eles pensavam e teve toda uma consulta pra saber o que é que ele achava, então  da nossa parte, a gente ficou super entusiasmado: ‘Lógico, tem tudo a ver, vai ser ele!’. Pelo que Elísio falou, ele teve a mesma reação, ficou empolgado. Artisticamente, ao longo da carreira dele, ele participa muito de shows com pessoas que estão produzindo na atualidade, então foi uma proposta com aceitação de ambos os lados”, conta o guitarrista.


No show, que ainda está sendo montado, a banda deve apresentar algumas canções do novo álbum “Duas Cidades”, lançado no dia 29 de março, aniversário de Salvador. Além de fazerem parte de duas apresentações marcantes para a história do anfiteatro, os espetáculos também representam fases distintas na carreira do grupo. Em 2013, chegando ao auge do primeiro álbum, lançado em 2010. Quase dois anos e meio depois, a banda volta ao mesmo local já com o trabalho consolidado no cenário de música alternativa. “Tem esse entendimento maior da gente como grupo, como artista, nessa relação com a cidade. Nesse período, a gente teve bastante coisas acontecendo, teve os shows que a gente fez no Pelourinho, teve o último carnaval com momentos bem marcantes, lançamento de disco... Foi bem esse tempo de consolidar isso, formatar isso pra um disco, ter essa relação com o público mais concretizada”, analisa. No festival, a banda pretende apresentar um pouco do novo show, que mostra os experimentos que eles vêm fazendo com uma sonoridade mais madura. O segundo dia de apresentações contará ainda com show de Carlinhos Brown com participação de Lazzo. Na sexta (13), abertura exclusiva só para convidados, terá Maria Bethânia com Margareth Menezes e o espetáculo Kindembu com Ilê Aiyê, Filhos de Gandhy, Cortejo Afro, Male Debalê, Muzenza, Olodum e convidados. O festival chega ao fim no domingo (15) com o reencontro inédito dos Novos Baianos.


                                     Fonte> http://www.bahianoticias.com.br/noticia/190185-atracao-do-ultimo-show-da-concha-baianasystem-inicia-novo-ciclo-do-espaco.html

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Karol Conka tem avó da Bahia, ama Baiana System, faz show aqui em maio e bateu papo com a gente

Karol Conka vem dar um close em Salvador, dia 6 de maio, no Largo Pedro Archanjo (Pelourinho). Mas, enquanto o show da rapper curitibana não rola, a gente faz o esquente por aqui. No papo exclusivo com o BAZAR, ela revela ser fã da banda BaianaSystem, fala sobre sua relação com os fãs e empoderamento feminino.

Quando você percebeu que poderia influenciar fãs com suas músicas?
Desde pequena, tive muito o apoio da minha mãe e da minha avó. Elas se mostravam muito fortes e empoderadas. Então, comecei a ver que na sociedade havia muitas meninas que não tinham a mesma informação que eu e achei que seria interessante falar disso nas minhas músicas e servir de exemplo para elas.
E como é a resposta dos fãs?
No show, eu atendo todo mundo, até para ter feedbacks. Não curto ser intocável. Às vezes, perco o sono com histórias comoventes. Me sinto aquelas tias das antigas que davam conselhos aos ouvintes pelo  rádio. Tem fãs que me inspiram muito também. Tombei, por exemplo, foi um fã que me falou: por que você não faz uma música que diz que tomba? E aí eu fiz.

Você fez show na sexta-feira em Vitória da Conquista e volta em maio para mais uma apresentação em Salvador. Qual sua relação com a Bahia?
Eu amo a Bahia! Minha avó é baiana e eu acho que tenho esse jeito alegre por causa do sangue baiano. Nasci em Curitiba por acaso.  Na música, amo a BaianaSystem. Quero muito fazer música com eles. A gente tem que se encontrar logo.
Qual a baiana mais retada que você conhece?
Minha avó, Brasilina de Jesus. Ela e minha mãe passaram por dificuldades. Quando eu era criança, não entendia de onde elas tiravam força. Minha avó apanhou muito do meu avô e minha mãe sustentava a casa sozinha porque meu pai era alcoólatra. Coisa que muito brasileiro vive. E via que elas tinham uma garra... por isso não reclamo de nada. Tenho uma vida perfeita. Nunca fui agredida por homem, nunca passei por uma situação assim.  Mas elas me ensinaram a me posicionar para que nada parecido acontecesse na minha vida.



Fonte> http://www.correio24horas.com.br/single-entretenimento/noticia/karol-conka-tem-avo-da-bahia-ama-baiana-system-faz-show-aqui-em-maio-e-bateu-papo-com-a-gente/?cHash=9656bb268e8280396870a0328d2b453b

sexta-feira, 8 de abril de 2016

BaianaSystem discusses the exodus in the country with the album 'Two Cities'

It is almost possible to feel the lack of uniformity of stones worn by time under the feet. The slopes are missing the air of the lungs, the legs ache, sweat break from his forehead. With Two Cities, the new disc BaianaSystem, sweat with heavy and hot air Pelourinho neighborhood of the historic center of Salvador, Bahia. There are 12 songs tasty encounters between the Bahian guitar Roberto Barreto, the now electronic beats, sometimes organic, low in SekoBass grooveando as if he were walking with us the ups and downs of the neighborhood, and the voice of Russian Passapusso, which turns the everyday into phrases, verses and shouts. The look of the band, the work of Filipe Cartaxo, is part of the BaianaSystem proposal and has grown and expanded with the band.
The album, released in digital format on Friday, 8, music sites via streaming and free download, is a continuation of what was heard in BaianaSystem, the project's first album, released in 2010, full of interesting special interests, as Lucas Santtana, BNegão, among others. There, in the new work, verbatim proceedings. Jah Jah Revolt Part 2, which opens Two Cities, is a result of previous work and even evokes the beating of the drums predecessor, although today the sound of Bahia is more intense and full. "I am not understand, do not understand anything / Who owes laughter is the joke," she sings (and protest) Passapusso. The same applies to Barra Avenue Part 2, already positioned in the album order.

There was a fierceness there, in 2010. She is still present disc, although arising in a more polished form with years of experience on stage, whether from Bahia, from other cities of the country, and the United States, Japan, China and Europe and the production of Daniel Ganjaman in another work which can boast.

But it is no coincidence that the Pelourinho is present in Two Cities. Literally, in some of the letters of Passapusso or evoked in a calorento and sweaty feeling. The singer says that 70% of what was produced and is heard on the disc was born directly from the presentations that the group made during the last years there, in the streets Pedro Arcanjo and Tereza Batista. Since the presentations there in the last carnival in February this year, the Bahia retired from the stage to organize the ideas and proposals that have emerged in the last six years, many of them on the stage. "They were open tracks, many improvisations," recalls Passapusso. "But we can give a format that could fit on a disc. There's our whole process of questions and answers about the samba reggae, what we experience in other projects and tested, everything we did in Pelourinho. We think we will register that's right."

It was then that Ganjaman entered the project definitely. The way Passapusso and producer had already crossed before, when the singer was working on his solo album, Paradise Mirage, launched in 2014. "Since then it came out my record, we did a show with Bahia in São Paulo and went dinner with Ganja, "recalls Passapusso. "Sew patchwork."

It is part of the spirit of BaianaSystem reconstruction. Or, as explained Passapusso, the search for new meanings for each chord, or hit back. "It is as if we take off a piece of a tree to plant there on the side, like a seed, so that other tree is born."

Two Cities, the title is a clear reference to Salvador, the Upper Town and Lower Town, the ups and downs of the Lacerda Elevator. There is room for Passapusso analysis on exoduses. "Of the great and small. From people going up the hill, people who go to another city to work. People who exchange state," explains the singer. The exodus, after all, is the connection, the connection between the two cities, the two points. The meeting of the Bahian guitar with electronic aesthetics. "This is part of the experience of the band."
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                                       Fonte> It is almost possible to feel the lack of uniformity of stones worn by time under the feet. The slopes are missing the air of the lungs, the legs ache, sweat break from his forehead. With Two Cities, the new disc BaianaSystem, sweat with heavy and hot air Pelourinho neighborhood of the historic center of Salvador, Bahia. There are 12 songs tasty encounters between the Bahian guitar Roberto Barreto, the now electronic beats, sometimes organic, low in SekoBass grooveando as if he were walking with us the ups and downs of the neighborhood, and the voice of Russian Passapusso, which turns the everyday into phrases, verses and shouts. The look of the band, the work of Filipe Cartaxo, is part of the BaianaSystem proposal and has grown and expanded with the band.
The album, released in digital format on Friday, 8, music sites via streaming and free download, is a continuation of what was heard in BaianaSystem, the project's first album, released in 2010, full of interesting special interests, as Lucas Santtana, BNegão, among others. There, in the new work, verbatim proceedings. Jah Jah Revolt Part 2, which opens Two Cities, is a result of previous work and even evokes the beating of the drums predecessor, although today the sound of Bahia is more intense and full. "I am not understand, do not understand anything / Who owes laughter is the joke," she sings (and protest) Passapusso. The same applies to Barra Avenue Part 2, already positioned in the album order.

There was a fierceness there, in 2010. She is still present disc, although arising in a more polished form with years of experience on stage, whether from Bahia, from other cities of the country, and the United States, Japan, China and Europe and the production of Daniel Ganjaman in another work which can boast.

But it is no coincidence that the Pelourinho is present in Two Cities. Literally, in some of the letters of Passapusso or evoked in a calorento and sweaty feeling. The singer says that 70% of what was produced and is heard on the disc was born directly from the presentations that the group made during the last years there, in the streets Pedro Arcanjo and Tereza Batista. Since the presentations there in the last carnival in February this year, the Bahia retired from the stage to organize the ideas and proposals that have emerged in the last six years, many of them on the stage. "They were open tracks, many improvisations," recalls Passapusso. "But we can give a format that could fit on a disc. There's our whole process of questions and answers about the samba reggae, what we experience in other projects and tested, everything we did in Pelourinho. We think we will register that's right."

It was then that Ganjaman entered the project definitely. The way Passapusso and producer had already crossed before, when the singer was working on his solo album, Paradise Mirage, launched in 2014. "Since then it came out my record, we did a show with Bahia in São Paulo and went dinner with Ganja, "recalls Passapusso. "Sew patchwork."

It is part of the spirit of BaianaSystem reconstruction. Or, as explained Passapusso, the search for new meanings for each chord, or hit back. "It is as if we take off a piece of a tree to plant there on the side, like a seed, so that other tree is born."

Two Cities, the title is a clear reference to Salvador, the Upper Town and Lower Town, the ups and downs of the Lacerda Elevator. There is room for Passapusso analysis on exoduses. "Of the great and small. From people going up the hill, people who go to another city to work. People who exchange state," explains the singer. The exodus, after all, is the connection, the connection between the two cities, the two points. The meeting of the Bahian guitar with electronic aesthetics. "This is part of the experience of the band."
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BaianaSystem discute os êxodos no País com o álbum 'Duas Cidades'


É quase possível sentir a falta de uniformidade das pedras gastas pelo tempo debaixo dos pés. As ladeiras fazem o ar faltar dos pulmões, as pernas doerem, o suor brotar da testa. Com Duas Cidades, o novo disco do BaianaSystem, transpira-se com o ar pesado e quente do Pelourinho, bairro do centro histórico de Salvador, na Bahia. São 12 canções de saborosos encontros entre a guitarra baiana de Roberto Barreto, as batidas ora eletrônicas, ora orgânicas, o baixo de SekoBass grooveando como se caminhasse conosco pelas subidas e descidas do bairro, e a voz de Russo Passapusso, que despeja o cotidiano em frases, versos e gritos. O visual da banda, obra de Filipe Cartaxo, é parte integrante da proposta do BaianaSystem e cresceu e se expandiu com a banda.
O álbum, lançado em formato digital nesta sexta-feira, 8, em sites de música via streaming e download gratuito, é uma continuidade daquilo que se ouviu em BaianaSystem, o primeiro disco do projeto, lançado em 2010, cheio de participações especiais interessantes, como Lucas Santtana, BNegão, entre outros. Há, no novo trabalho, continuações literais. Jah Jah Revolta Parte 2, que abre Duas Cidades, é uma sequência do trabalho anterior e até evoca as batidas dos tambores da antecessora, embora hoje o som do Baiana seja mais intenso e cheio. "Já não estou entendendo, não entendo mais nada / Quem está devendo a risada é a piada", canta (e protesta) Passapusso. O mesmo acontece com Barra Avenida Parte 2, posicionada já no fim do álbum.
Havia uma ferocidade ali, no disco de 2010. Ela ainda está presente, embora surja de uma forma mais lapidada com os anos de experiência nos palcos, sejam eles baianos, de outras cidades do País, e nos Estados Unidos, Japão, China e Europa, e pela produção de Daniel Ganjaman, em mais um trabalho do qual pode orgulhar-se.
Mas não é por acaso que o Pelourinho esteja presente em Duas Cidades. Literalmente, em algumas das letras de Passapusso, ou evocado em um sentimento calorento e suado. O vocalista conta que 70% do que foi produzido e é ouvido no disco nasceu diretamente das apresentações que o grupo fez durante os últimos anos por ali, nas praças Pedro Arcanjo e Tereza Batista. Desde as apresentações por lá no último carnaval, em fevereiro deste ano, o Baiana se retirou dos palcos para organizar as ideias e propostas que surgiram nos últimos seis anos, muitas delas sobre os palcos. "Eram faixas abertas, muitas improvisações", lembra Passapusso. "Mas conseguimos dar um formato que pudesse se encaixar em um disco. Ali está todo o nosso processo de perguntas e respostas a respeito do samba reggae, o que experimentamos em outros projetos e testamos, tudo o que fazíamos no Pelourinho. Pensamos, vamos registrar isso aí."
Foi nesse momento que Ganjaman entrou no projeto definitivamente. O caminho de Passapusso e do produtor já haviam se cruzado antes, quando o vocalista estava trabalhando em seu disco solo, Paraíso da Miragem, lançado em 2014. "Já depois que saiu meu disco, fizemos um show com o Baiana em São Paulo e fomos jantar com o Ganja", lembra Passapusso. "Costuramos os retalhos."
É parte do espírito do BaianaSystem a reconstrução. Ou, como explica Passapusso, a busca de novos significados para cada acorde, batida ou verso. "É como se a gente tirasse um pedaço de uma árvore, para plantar ali do lado, como uma semente, para que outra árvore nasça."
Duas Cidades, o título, é uma referência mais clara a Salvador, à Cidade Alta e à Cidade Baixa, às subidas e descidas do Elevador Lacerda. Há espaço para a análise de Passapusso sobre os êxodos. "Dos grandes e dos pequenos. De gente que sobe a ladeira, de gente que vai até outra cidade para trabalhar. Gente que troca de Estado", explica o vocalista. O êxodo, afinal, é a conexão, a ligação entre as duas cidades, os dois pontos. O encontro da guitarra baiana com a estética eletrônica. "Isso faz parte da experiência da banda."

 Fonte> http://www.dgabc.com.br/Noticia/1939238/baianasystem-discute-os-exodos-no-pais-com-o-album-duas-cidades

terça-feira, 29 de março de 2016

Com letras engajadas, BaianaSystem lança segundo disco nesta terça

Para compartilhar esse conteúdo, por favor utilize o link http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2016/03/1755208-com-letras-engajadas-baianasystem-lanca-segundo-disco-nesta-terca.shtml ou as ferramentas oferecidas na página. Textos, fotos, artes e vídeos da Folha estão protegidos pela legislação brasileira sobre direito autoral. Não reproduza o conteúdo do jornal em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização da Folhapress (pesquisa@folhapress.com.br). As regras têm como objetivo proteger o investimento que a Folha faz na qualidade de seu jornalismo. Se precisa copiar trecho de texto da Folha para uso privado, por favor logue-se como assinante ou cadastrado.

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terça-feira, 22 de março de 2016

Atrás da máscara

Carnaval de Salvador, 2016.
- É o Psirico? - pergunta a foliã carioca.
- É o Chiclete? - quer saber
o amigo paulista.
- NÃO, É O BAIANA SYSTEM, MEU PAI - grita, empolgado, o ambulante que lhes atendia, saindo correndo em direção àquela massa, deixando seu isopor de Schin ao deus-dará.
Há muitos anos não se via tamanha sintonia entre banda e multidão. Não no Carnaval de Salvador. Não com uma banda que não toca nas rádios, mas que tem absolutamente todas as suas músicas cantadas em uníssono por essa mesma multidão que arrastou em fevereiro.
Este mês, o Baiana System está lançando Duas Cidades, o segundo disco de uma carreira de seis anos, inúmeros shows pelos quatro cantos do mundo, incluindo Dinamarca, Rússia, França, Estados Unidos, carnavais e muita história para contar.
E, para contá-la, voltemos uma parte dessa história no tempo. Jamaica, 1970.
Com a tecnologia, os DJs jamaicanos, além de tocar os sucessos do rock and roll e rhythm'n'blues que chegavam à ilha, passaram a poder modificá-los, tirando a voz e mandando as suas próprias mensagens em cima daquela base musical. Eles improvisaram e animaram as festas com a mesma música por horas, tudo isso com apenas caixas de som e uma equalização cheia de graves. Era o sound system.
"O lance do grave é que, além de ouvir, a pessoa também o sente", destaca Russo Passapusso, cantor e compositor do Baiana System. Nascido em Senhor do Bonfim, Roosevelt (o Russo vem da variação que seu nome foi ganhando) cresceu ouvindo forró e também os  violeiros que tocavam Fagner, os tecladistas que tocavam arrocha e o jegue que tocava a clássica lambada "Ui piti piti": "Penduravam as caixas de som nele e os foliões iam ao redor. Era o Jegue Elétrico", lembra Russo.
Aos 14, foi morar em Salvador e, perdido na capital, fez do total desconhecimento o seu aliado para descobrir a cidade: "Eu ia pra tudo: Russo, vamos pro pagode? Vamos. Vamos pro rock? Vamos. Vamos pro reggae? Vamos". Nessa fartura de histórias e ritmos, conheceu músicos e DJs, como Dudu Caribe e Raiz, o grafiteiro MFR, o francês D'France, e, trocando experiências e se aprofundando em vinis jamaicanos, descobriram a cultura sound system. Empolgados com essa ferramenta, juntos, compraram um equipamento e o batizaram de Ministério Público, entrando com ele nas periferias de Salvador. "Mas a gente não ia lá para que a cidade nos conhecesse. A gente ia pra que a gente conhecesse a cidade". 
Na mesma época, o guitarrista Roberto Barreto conhecia o mundo excursionando com sua banda, Lampirônicos, quando um fato começou a chamar a sua atenção: "Tinha um momento do show em que eu usava a guitarra baiana e via que as pessoas ficavam fascinadas, querendo saber que instrumento era aquele".
Com o fim das atividades da banda, ele começou a produzir programas para a Rádio Educadora, como o Rádio África e No Balanço do Reggae. Em sua pesquisa, descobriu a música do Congo, Angola, Jamaica.  Com o baixista Seco, passou a compor, colocando aquele pequeno grande instrumento inventado por Armando Macedo nas bases rítmicas que ia encontrando. Depois, ia gravando as primeiras ideias e mandando para o irmão, o designer Filipe Cartaxo, trabalhar a partir delas.
Desde essas composições iniciais, aliás, nenhuma imagem na banda é gratuita. Todos os vídeos, cenários, cartazes e Instagram têm um propósito. Para a foto que ilustra a abertura desta reportagem, por exemplo, eles fizeram questão de que fosse com a máscara, elemento distribuído nos shows e responsável pela forte identidade criada entre o Baiana System e seu público. Nesse ponto, fica a impressão de que o rigor no controle da imagem atrapalha a naturalidade com que a banda seria vista por outros olhos.
Buscando referências em Salvador, Barreto chegou ao Ministério Público e a Russo Passapusso. Foi o encontro do subgrave do sound system com o superagudo da guitarra baiana. O primeiro disco homônimo foi lançado em 2010. Guitarra, baixo, voz, bateria eletrônica e imagem. A primeira informação sobre a banda era de que se tratava de uma espécie de releitura do axé. "Não deixa de ser. É isso, é mais que isso e é também o que as pessoas acharem que é", diz Barreto.
A simbiose com o público é forte. As pessoas fazem parte da criação, usam a mesma máscara e inspiram os músicos no palco, contagiando quem estiver naquele perímetro sonoro e visual. Cada apresentação é uma experiência única. 
"Desde que vi pela primeira vez, saquei um borogodó forte ali. Os shows evocam (boas) sensações primitivas na galera, e os momentos de catarse coletiva são diversos. Ir a um show deles é estar disposto à entrega", diz o ilustrador Zeca Forehead. Na página feita pelos seguidores no Facebook, uma das perguntas mais frequentes é: "Alguém sabe quando vai ter show?"
Do jegue ao navio pirata
Há quem diga que o Baiana System está fora do dito esquema mercadológico, porém esqueceram de avisar isso ao público, que lota todos os shows. Alguns fãs mais antigos até acham que a banda está mais comercial. "Nada contra quererem alcançar diferentes perfis de público, mas isso não me agrada tanto", critica a fotógrafa Sandra Travassos. Apesar disso, no terceiro ano do trio elétrico Navio Pirata, uma multidão foi às ruas neste Carnaval. 
Fato é que o BS criou o seu próprio mercado, alimentando os seus seguidores com músicas, vídeos, fotos ou máscaras, constituindo, no decorrer desses anos, uma base sólida de fãs que aconteceu por meio do natural e eficaz boca a boca.
Para a estudante Clara Sena, não foi amor à primeira vista: "Uma amiga me mostrou e eu não tinha gostado, até que ela me convenceu a ir vê-los ao vivo e desde então eu fiquei encantada. Vou a todos os shows que posso, e em um deles eu ainda conheci meu namorado". Passapusso adverte: "Quem conhece ao vivo e depois ouve o disco, às vezes, se decepciona, pois estamos sempre mudando, que é o princípio do sound system". Roberto completa: "Há também o inverso. O cara conhece o disco e, quando vai ao show, fica chocado, está tudo diferente".
Essa liberdade permitiu que a banda, no início da carreira, em 2010, fizesse uma turnê pela China e pelo Japão com apenas seis músicas no repertório. "A primeira vez que vi um show foi em 2011", lembra o DJ Edbrass Brasil, "de lá para cá, cresceram muito como banda ao vivo. O resultado em disco ainda não pintou, mas tem tudo para acontecer, com as novas parcerias".
Depois de "quando vai ter show?", a outra pergunta que aparece nas redes é: "Alguém sabe quando sai o disco novo?".  A resposta: o upload começa a ser feito dia 22, terça-feira. Esta semana já poderá ser escutado, por enquanto apenas nas plataformas digitais da banda - Spotify, iTunes e Soundcloud. Eles tocam em maio, em São Paulo. Em Salvador, ainda não têm data nem comentam sobre a agenda.
Intitulado Duas Cidades, a ideia era gravar apenas em São Paulo. Por isso, Barreto, Seco, Passapusso, Cartaxo e o produtor Daniel Ganjaman (Otto, Crioulo, Nação Zumbi) foram para um sítio na serra paulista, onde ficaram por um mês. Ao fim do processo, sentiram que faltava algo no disco, principalmente para uma banda chamada Baiana System: faltava a Bahia.
Voltaram a Salvador e convidaram uma série de músicos, como o percussionista Márcio Victor, o pianista Marcelo Galter, o guitarrista Junix, o pernambucano Siba (voltando a tocar rabeca) e As Ganhadeiras de Itapuã. Sobre essa última parceria, o regente Amadeu Alves comenta: "Criou-se uma ponte entre a voz de raiz das lavadeiras do Abaeté com uma banda ligada a elementos tecnológicos. Eles buscam o futuro, mas também as raízes. E é isso que dá potência a um trabalho. Raiz é legado".
Duas Cidades, ouvido pela Muito, traz 12 faixas que trafegam na linha tênue entre o pop e o conceitual, com melodias facilmente absorvidas na primeira audição, mas sem soar apelativo. A essência continua: reggae, dub, rock, pagode, o peso do grave com o agudo, a percussão com a batida eletrônica e as intervenções vocálicas de Russo, fazendo da voz quase um tambor, tudo está ali. Nesse(s) ritmo(s), o Navio Pirata 2017 pode arrastar ainda mais gente, mostrando que atrás do Baiana System só não vai quem já morreu.
>> A ênfase do espírito original
Desde sempre - seja nos anos 80, nos anos 90 ou 2000 -  o underground baiano repeliu tudo o que tivesse características da chamada axé music. Bandas de rock pipocavam pela cidade, mas, como diz  o produtor Nestor Madrid, ele ficava assustado com o fato de não enxergar "coqueiros" nessas bandas.
Pelo que se vê a partir do Baiana System, essa realidade mudou. Para o músico Jorge Dubman, baterista do I.F.Á. Afrobeat, outro forte nome desse novo cenário,  "a queda financeira e produtiva do axé fez todos os olhares se voltarem para essa cena. Ela está cada vez mais forte, com várias influências, sotaques e experimentações". Ele cita Kalu, O Quadro (Ilhéus), Daganja, Rafa Dias, Pali OJC, Complexo Ragga (Vitória da Conquista), Rumpilezz, Dão...
O jornalista e DJ Luciano Matos vai além. Para ele, o fato de a indústria do axé entrar em decadência fez com que tudo aquilo que ela representava deixasse de ser algo nefasto. "A música afro, a tônica na percussão, falar do Carnaval, usar guitarra baiana, pensar em ser grande... Isso era o diabo para esse universo mais 'alternativo' e hoje não é mais", avalia.
Para ele, novos artistas já nasceram sem esse preconceito, da mesma forma que veteranos passaram a não se preocupar com isso, mesmo no rock. Luciano acrescenta à lista de Dubman os nomes de Mauro Telefunksoul,  Bahia Bass, Som Peba, Attooxxa, Lord Breu, Funfun Dúdú, Trad, Tabuleiro Musiquim, Suinga e Giovani Cidreira. A lista é grande e, pelo visto, não vai parar de crescer.
>> Duas cidades
O upload começa dia 22/3. Esta semana, o disco já poderá ser escutado nas plataformas digitais da banda - Spotify, iTunes e Soundcloud




Fonte> http://www.atarde.uol.com.br/muito/noticias/1756277-atras-da-mascara

Com exclusividade, confira a capa do novo álbum do BaianaSystem

capa baiana system                                                                                                                                                                                             ssa só o Canal Enjoy tem. O BaianaSystem – bloco e banda mais cool da Bahia e que Glamurama adora! – lança no próximo dia 29 de março, dia do aniversário de Salvador, seu novo disco, “Duas Cidades”. Glamurama descolou com exclusividade a capa do segundo disco do grupo, que é dedicado a BNegão, que acompanha os meninos desde o começo do grupo, e tem produção do fera Daniel Ganjaman, que já trabalhou  com Criolo e Karol Conká. A arte é criação de Filipe Cartaxo e acompanha a estética visual do grupo, com elementos que força a troca direta de sons e imagens, em uma espécie de dois universos, dualidades e expressões. Duas faixas do novo álbum também já estão na internet. Play aqui embaixo

Fonte> http://glamurama.uol.com.br/com-exclusividade-confira-a-capa-do-novo-album-do-baianasystem/Novo álbum do BaianaSystem sai em todas as plataformas de streaming a partir de 29 de março