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Mostrando postagens com marcador A banda Baiana System. Mostrar todas as postagens
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sexta-feira, 12 de abril de 2019

Trio 'Navio Pirata', onde tocava Baiana System, deixará de existir...

Segundo o criador do trio, ele deverá ser transformado em uma estrutura completamente diferente, mais similar ao modelo Pranchão


Icônico trio utilizado pela banda Baiana System, o Multytrio, apelidado de "Navio Pirata", não vai mais se apresentar em festas e carnavais. A informação foi confirmada pelo músico Chico Gomes, um dos donos do trio, em entrevista ao jornal Correio. Segundo ele, o equipamento, concebido após iniciativa do pai dele, Valter de Freitas, tornou-se insustentável pela manutenção cara e alto custo reparação.
Ao todo, o Multytrio teve um investimento de  R$ 350 mil. "Eu, com minha banda [Banda Marana], não consigo bancar. Só quem consegue é uma galera como a Baiana System, bandas maiores. Rapaz, está cada vez mais insustentável para quem tem trio. Sair com o trio acaba sendo só uma oportunidade de vitrine", afirmou Gomes à reportagem.
Segundo ele, o "Navio" deverá ser transformado em uma estrutura completamente diferente, mais similar ao modelo Pranchão, atualmente utilizado pela banda "Mudei de Nome". Em janeiro deste ano, a Baiana System utilizou o trio no Carnaval de São Paulo, na segunda apresentação da banda na folia paulista. 


sexta-feira, 1 de março de 2019

Carnaval 2019: BaianaSystem

About the event

BaianaSystem puxa trio independente no circuito Barra-Ondina

O BaianaSystem mistura o sound system jamaicano com a guitarra baiana, instrumento criado em Salvador – Bahia nos anos 1940 e que foi responsável pela criação do trio elétrico. O nome vem da junção de “guitarra baiana” com “sound system”, que são sistemas de som criados e popularizados na Jamaica.
Idealizado pelo guitarrista Roberto Barreto, o BaianaSystem lançou seu primeiro disco em 2010, numa produção feita ao lado do baixista e produtor Marcelo Seco, e de Russo Passapusso, que representa a linguagem “sound system” do projeto. O conceito visual ficou a cargo de Filipe Cartaxo.
A banda mistura samba-reggae, ijexá, ska e passeia por frevo, afrobeat, reggae, cumbia e pagode baiano.
                                           Fonte: https://www.salvadordabahia.com/en/eventos/carnaval-2019-baianasystem/

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

BaianaSystem faz multidão sair do chão no Festival de Verão

A banda foi a única representante baiana no primeiro dia da festa
Os portões da Arena Fonte Nova ainda estavam fechados quando a estudante de direito Ana Elisa Vieira, 24 anos, chegou para curtir a primeira noite do Festival de Verão. A jovem contou que a atração mais aguardada era a BaianaSystem, justamente, a última da grade.
"Não importa, vou esperar até o final do Festival, mas vou assistir. Eu adoro a BaianaSystem, adoro o som que eles fazem. Conheci a banda há alguns anos e, desde então, eu sigo eles", afirmou.  
Ela não foi a única a resistir firmemente até o final da festa. O professor Gilberto Santos, 42, só foi embora depois que a banda encerrou o show. "Há seis anos eu participo do Festival de Verão e só saio no lixo", brincou.
Russo Passapusso e sua turma fizeram a festa do público até às 2h e foram aplaudidos diversas vezes pela multidão. A ordem era não ficar parado e o público não contou conversa, pulou e dançou até a apresentação terminar. Mãos subiam e desciam, com cabeças acompanhando o ritmo.
Pouco antes de subirem ao palco, os músicos da banda conversaram com a imprensa e destacaram as influências que sofreram de outros grupos musicais. A BaianaSystem foi o único grupo baiano a se apresentar na primeira noite do festival.

É uma honra, um compromisso e uma responsabilidade muito grande de poder tocar hoje, aqui, e com referências tão grandes como Planet Hamp e O Rappa. São bandas que fizeram parte da nossa formação, que são uma influencia tanto musical como política e no entendimento do que é essa música”, contou o guitarrista Beto Barreto.

   Fonte>http://www.correio24horas.com.br/detalhe/categoria/noticia/baianasystem-faz-multidao-sair-do-chao-no-festival-de-verao/?cHash=263f6afcd7af429a4231c9ba89fbeee2 

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Rock Concha 2016 terá Sepultura, Titãs, Baiana System e outras atrações

Festival será realizado em 29 e 30 de outubro, na Concha Acústica.
Além dos shows, Esplanada da Concha sediará 'Feira do Rock'.

As bandas Sepultura, Titãs, Baiana System, Efeito Manada e os artistas Karol Conká e Márcio Mello são as trações do Festival Rock Concha, que será realizado em 29 e 30 de outubro, na Concha Acústica, em Salvador.
Considerado um dos maiores eventos do ritmo musical no Brasil, o Rock Concha completa 27 anos em 2016. Além dos shows, a Esplanada da Concha vai receber a Feira do Rock, que vai reunir, gastronomia, música e entretenimento, a partir das 15h. O primeiro lote promocional já está à venda e contará com ingressos limitados. As entradas custam R$ 40 (meia-plateia), R$80 (inteira-plateia), R$80 (meia-camarote) e R$160 (inteira-camarote). os shows começam a partir das 17h.
Programação 
- 29 de outubro: Márcio Mello, Titãs e Sepultura
- 30 de outubro: Efeito Manada, Karon Cinká e Baiana System
SERVIÇO:
Festival Rock Concha
Atrações: Márcio Mello, Titãs e Sepultura (sábado) e Efeito Manada, Karol Conká e Baiana System (domingo)
Data: 29  e 30 de outubro (sábado e domingo)
Local: Concha Acústica
Horário: Portões serão abertos às 15h, e shows comçam às 17h
Ingressos: R$ 40 (meia-plateia), R$80 (inteira-plateia), R$80 (meia-camarote) e R$160 (inteira-camarote) - venda na bilheteria do TCA, SACs do shoppings Barra 
Fonte, > http://g1.globo.com/bahia/musica/noticia/2016/09/rock-concha-2016-tera-sepultura-titas-baiana-system-e-outras-atracoes.html

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Jaloo se une a Céu, Boogarins e BaianaSystem no Coquetel Molotov 2016

Músico paraense é conhecido por mesclar tecnobrega e música eletrônica, além de remixes de hits do pop internacional
O paraense Jaloo, expoente da combinação entre música eletrônica e tecnobrega, é mais uma atração confirmada no Festival No Ar Coquetel Molotov, que ocorre no dia 22 de outubro, no Recife. Ele se junta à cantora paulistana Céu, à banda BaianaSystem e ao Boogarins, já escalados para o evento. O festival, conhecido por explorar novos nomes da cena musical e sonoridades experimentais, terá 12 horas de shows nacionais e internacionais.

Confira o roteiro de shows no Divirta-se

Jaloo apresenta na capital pernambucana o álbum #1, seu disco de estreia, lançado em outubro do ano passado. Com elementos do pop, idie, tecnobrega e da e-music, o trabalho envolve estética cênica e visual responsáveis pela transformação de Jaime - o paraense nascido em Castanhal, distante uma hora e meia da capital Belém - em Jaloo. O nome do disco, segundo declarado em entrevistas pelo músico, tem relação direta com a estreia no mercado fonográfico. A hashtag antes do número universaliza a mensagem. 

O paraense, hoje radicado em São Paulo, ganhou visibilidade nas redes sociais ao publicar remixes de hits do pop e rock internacionais - Beyoncé, Amy Winehouse, Donna Summer, entre outros, ganharam versões assinadas por Jaloo nos últimos anos. Um cover de Oblivion, da canadense Grimes, está no primeiro EP de Jaloo, Insight (2014). Em #1, 12 faixas mesclam referências nacionais e estrangeiras em composições e arranjos autorais, incluindo A cidade#1 e Ah! Dor!.


                                          Fonte> http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/viver/2016/08/23/internas_viver,661306/jaloo-se-une-a-ceu-boogarins-e-baianasystem-no-coquetel-molotov-2016.shtml

sábado, 23 de julho de 2016

Debatendo economia solidária, Festival Percurso tem shows de BaianaSystem e Flora Matos

Evento movimenta praça do Campo Limpo com ações de empreendedorismo e atrações musicais
Com a proposta de movimentar a região do Campo Limpo, na zona sul de São Paulo, com ações de empreendedorismo, economia solidária e shows musicais, o Festival Percurso promove sua terceira edição neste sábado, 23. Entre as atrações, está a banda BaianaSystem, uma das sensações da música independente produzida na Bahia, e os rappers Flora Matos e Rico Dalasam.
O festival gratuito acontece na Praça do Campo Limo, das 9h às 22h. Uma das principais atrações do evento, a BaianaSystem sobe ao palco pela turnê do novo disco, 'Duas Cidades'. Considerada uma das principais MCs brasileira, a brasiliense radicada em São Paulo Flora Matos mostra a força do hip hop feminino no Brasil. Sobem ao palco ainda Rico Dalasam, Camila Brasil, Amanda NegraSim, Coral Guarani, Maracatu Baque Atitude e Discotecagem com Zinho Trindade e Eduardo Brecho (Alafia).
Durante o evento, também será lançado o livro 'Redes Periféricas - Juventude, Mulheres e Arranjos Culturais', que conta a experiência de economia solidária e a rede de apoio promovida por entidades que atuam na periferia, como a União Popular de Mulheres (UPM). Haverá ainda uma tenda dedicada a debates e oficinas de fotografia, culinária, teatro, dança, design, e grafite. Ao todo, estarão instaladas 115 barracas de comida e artesanato da população da região.
Confira a programação musical completa do festival:
Das 9h às 12h - Abertura com a União Popular de Mulheres
10h - Núcleos de Convivência de Idosos - vida ativa, alegria pura e vitória
12h - Coral Guarani
14h - Zuleica e Banda
15h45 - Amanda Negrasim
16h45 - Camila Brasil
17h45 - Rico Dalasam
19h - Cooperifa
19h30 - Flora Matos
20h30 - Cooperifa
21h - BaianaSystem
Serviço
Festival Percurso
Das 9h às 22h
Praça de Campo Limpo,  R. Dr. Joviano Pachêco de Aguirre, 17, São Paulo
Entrada Gratuita


                                         Fonte > http://emais.estadao.com.br/noticias/geral,debatendo-economia-solidaria-festival-percurso-tem-shows-de-baianasystem-e-flora-matos,10000064423

quarta-feira, 6 de julho de 2016

BaianaSystem promove o Baile Playsom no Barra Hall.


.O Baile Playsom, comandado pelo BaianaSystem, vai ganhar mais uma edição sábado, 16, às 22h, no Barra Hall. Além da banda, vão se apresentar também BNegão e  ÀTTØØXXÁ.
Na festa, o BaianaSystem mostra o repertório mais eletrônico do que nunca. As músicas serão turbinadas pelos live PA dos DJs e a participação especial do rapper Vandal.
A noite começa com ÀTTØØXXÁ, do DJ e produtor Rafa Dias, que apresenta um set com bass music, hip hop, breakbeats e samples de funk carioca e pagodão baiano.
BNegão chamou Pedro Selector (trompetista dos Seletores de Frequência) e DJ Castro (ex-Quinto Andar e Black Alien) para montar um setlist com possibilidades para três vozes, um instrumento de sopro e um par de toca-discos.
Os ingressos custam de R$ 60 (primeiro lote) e estão à venda na bilheteria do Barra Hall.


                                                    FONTE > http://atarde.uol.com.br/cultura/musica/noticias/1783758-baianasystem-promove-o-baile-playsom-no-barra-hall

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Festival 'O Sertão vai virar Arte' terá BaianaSystem no interior da Bahia....

Esta é a 3ª edição do evento, que acontece na cidade de Araci, dias 3 e 4.
Show gratuito será no domingo (5), na praça principal do município; confira


A banda Baiana System fará show gratuito na 3ª edição do Festival "O Sertão vai virar arte", que acontece na cidade de Araci, a 211 quilômetros de Salvador, no Território do Sisal. O evento será no próximo final de semana, dias 4 e 5 de junho, e a apresentação da banda será no domingo (5), na praça principal da cidade. O show será aberto com a Orquestra de Sanfona, a banda Vim de Bike e Alisson Menezes, a partir das 18h.

A programação no sábado (4) será no Centro Cultural da cidade, a partir das 19h, com as apresentações da Banda de Pífanos local, do grupo teatral Icaraso, e de Daniel Gomez e convidados com um pocket show.
Também no sábado haverá o lançamento do livro “Ancestralidade e música na Quixabeira”, do escritor Sandro Santana, sobre o movimento musical da Quixabeira.
A ideia do Festival é levar à população uma série de produções, locais, regionais e da capital. O evento, que teve as primeiras edições em abril e maio, e contou com shows da banda Scambo, da Orquestra Santo Antônio e de Juliana Ribeiro, Sertanilia, Val Macambira, da banda Monocromático e de Sergio Magno.

                                             Fonte> http://g1.globo.com/bahia/noticia/2016/05/festival-o-sertao-vai-virar-arte-tera-baianasystem-no-interior-da-bahia.html

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Atração do último show da Concha, BaianaSystem inicia novo ciclo do espaço

Reconhecida como uma das atrações que apontam novas tendências da música brasileira, a BaianaSystem faz parte de um ciclo na história da Concha Acústica. O grupo participou da última apresentação no espaço antes do fechamento para as obras – o especial “Domingão na Concha” com Lenine, Letieres Leite e outras atrações, em dezembro de 2013 – e agora integra a programação do festival “Eu Sou A Concha”, que marca a reinauguração. “Pra gente foi uma honra ter sido convidado porque a gente participou do encerramento que teve vários shows, então ficou aquele gostinho assim de tocar de novo. Também tem toda a importância no histórico pra o que é a Concha, que a gente viu nesse período que ficou fechada, a falta que faz pra cidade como um lugar de médio porte, boa estrutura aura”, afirma Roberto Barreto, guitarrista da banda.
BaianaSystem se apresenta no sábado (14), segundo dia de shows, com a participação de Ney Matogrosso, em uma apresentação inédita, de cerca de 70 minutos, coordenada pelo diretor artístico Elísio Lopes Jr. “Foi uma proposta que de alguma forma partiu da direção do espetáculo, entre os nomes que eles pensavam e teve toda uma consulta pra saber o que é que ele achava, então  da nossa parte, a gente ficou super entusiasmado: ‘Lógico, tem tudo a ver, vai ser ele!’. Pelo que Elísio falou, ele teve a mesma reação, ficou empolgado. Artisticamente, ao longo da carreira dele, ele participa muito de shows com pessoas que estão produzindo na atualidade, então foi uma proposta com aceitação de ambos os lados”, conta o guitarrista.


No show, que ainda está sendo montado, a banda deve apresentar algumas canções do novo álbum “Duas Cidades”, lançado no dia 29 de março, aniversário de Salvador. Além de fazerem parte de duas apresentações marcantes para a história do anfiteatro, os espetáculos também representam fases distintas na carreira do grupo. Em 2013, chegando ao auge do primeiro álbum, lançado em 2010. Quase dois anos e meio depois, a banda volta ao mesmo local já com o trabalho consolidado no cenário de música alternativa. “Tem esse entendimento maior da gente como grupo, como artista, nessa relação com a cidade. Nesse período, a gente teve bastante coisas acontecendo, teve os shows que a gente fez no Pelourinho, teve o último carnaval com momentos bem marcantes, lançamento de disco... Foi bem esse tempo de consolidar isso, formatar isso pra um disco, ter essa relação com o público mais concretizada”, analisa. No festival, a banda pretende apresentar um pouco do novo show, que mostra os experimentos que eles vêm fazendo com uma sonoridade mais madura. O segundo dia de apresentações contará ainda com show de Carlinhos Brown com participação de Lazzo. Na sexta (13), abertura exclusiva só para convidados, terá Maria Bethânia com Margareth Menezes e o espetáculo Kindembu com Ilê Aiyê, Filhos de Gandhy, Cortejo Afro, Male Debalê, Muzenza, Olodum e convidados. O festival chega ao fim no domingo (15) com o reencontro inédito dos Novos Baianos.


                                     Fonte> http://www.bahianoticias.com.br/noticia/190185-atracao-do-ultimo-show-da-concha-baianasystem-inicia-novo-ciclo-do-espaco.html

sexta-feira, 8 de abril de 2016

BaianaSystem discute os êxodos no País com o álbum 'Duas Cidades'


É quase possível sentir a falta de uniformidade das pedras gastas pelo tempo debaixo dos pés. As ladeiras fazem o ar faltar dos pulmões, as pernas doerem, o suor brotar da testa. Com Duas Cidades, o novo disco do BaianaSystem, transpira-se com o ar pesado e quente do Pelourinho, bairro do centro histórico de Salvador, na Bahia. São 12 canções de saborosos encontros entre a guitarra baiana de Roberto Barreto, as batidas ora eletrônicas, ora orgânicas, o baixo de SekoBass grooveando como se caminhasse conosco pelas subidas e descidas do bairro, e a voz de Russo Passapusso, que despeja o cotidiano em frases, versos e gritos. O visual da banda, obra de Filipe Cartaxo, é parte integrante da proposta do BaianaSystem e cresceu e se expandiu com a banda.
O álbum, lançado em formato digital nesta sexta-feira, 8, em sites de música via streaming e download gratuito, é uma continuidade daquilo que se ouviu em BaianaSystem, o primeiro disco do projeto, lançado em 2010, cheio de participações especiais interessantes, como Lucas Santtana, BNegão, entre outros. Há, no novo trabalho, continuações literais. Jah Jah Revolta Parte 2, que abre Duas Cidades, é uma sequência do trabalho anterior e até evoca as batidas dos tambores da antecessora, embora hoje o som do Baiana seja mais intenso e cheio. "Já não estou entendendo, não entendo mais nada / Quem está devendo a risada é a piada", canta (e protesta) Passapusso. O mesmo acontece com Barra Avenida Parte 2, posicionada já no fim do álbum.
Havia uma ferocidade ali, no disco de 2010. Ela ainda está presente, embora surja de uma forma mais lapidada com os anos de experiência nos palcos, sejam eles baianos, de outras cidades do País, e nos Estados Unidos, Japão, China e Europa, e pela produção de Daniel Ganjaman, em mais um trabalho do qual pode orgulhar-se.
Mas não é por acaso que o Pelourinho esteja presente em Duas Cidades. Literalmente, em algumas das letras de Passapusso, ou evocado em um sentimento calorento e suado. O vocalista conta que 70% do que foi produzido e é ouvido no disco nasceu diretamente das apresentações que o grupo fez durante os últimos anos por ali, nas praças Pedro Arcanjo e Tereza Batista. Desde as apresentações por lá no último carnaval, em fevereiro deste ano, o Baiana se retirou dos palcos para organizar as ideias e propostas que surgiram nos últimos seis anos, muitas delas sobre os palcos. "Eram faixas abertas, muitas improvisações", lembra Passapusso. "Mas conseguimos dar um formato que pudesse se encaixar em um disco. Ali está todo o nosso processo de perguntas e respostas a respeito do samba reggae, o que experimentamos em outros projetos e testamos, tudo o que fazíamos no Pelourinho. Pensamos, vamos registrar isso aí."
Foi nesse momento que Ganjaman entrou no projeto definitivamente. O caminho de Passapusso e do produtor já haviam se cruzado antes, quando o vocalista estava trabalhando em seu disco solo, Paraíso da Miragem, lançado em 2014. "Já depois que saiu meu disco, fizemos um show com o Baiana em São Paulo e fomos jantar com o Ganja", lembra Passapusso. "Costuramos os retalhos."
É parte do espírito do BaianaSystem a reconstrução. Ou, como explica Passapusso, a busca de novos significados para cada acorde, batida ou verso. "É como se a gente tirasse um pedaço de uma árvore, para plantar ali do lado, como uma semente, para que outra árvore nasça."
Duas Cidades, o título, é uma referência mais clara a Salvador, à Cidade Alta e à Cidade Baixa, às subidas e descidas do Elevador Lacerda. Há espaço para a análise de Passapusso sobre os êxodos. "Dos grandes e dos pequenos. De gente que sobe a ladeira, de gente que vai até outra cidade para trabalhar. Gente que troca de Estado", explica o vocalista. O êxodo, afinal, é a conexão, a ligação entre as duas cidades, os dois pontos. O encontro da guitarra baiana com a estética eletrônica. "Isso faz parte da experiência da banda."

 Fonte> http://www.dgabc.com.br/Noticia/1939238/baianasystem-discute-os-exodos-no-pais-com-o-album-duas-cidades

sábado, 2 de abril de 2016

BaianaSystem aproveita aniversário de Salvador e lança seu segundo disco;

Em pleno aniversário de 467 anos de Salvador, a banda BaianaSystem lançou seu segundo álbum, intitulado 'Duas Cidades'. O trabalho foi divulgado nesta terça-feira (29) no serviço de streaming Deezer (clique aqui para ouvir).
Segundo a banda, o CD será lançado para outras plataformas e redes sociais no dia 8 de abril, quando também estará disponível para compra.
As músicas 'Duas Cidades' e 'Descomprimindo', velhas conhecidas dos fãs que frequentam os shows da banda, estão na lista. Entre as canções apresentadas no disco também está a famosa 'Playsom', uma das mais conhecidas da banda e única música representante do Brasil na trilha sonora do jogo Fifa 2016.
'Duas Cidades' conta com a participação das Ganhadeiras de Itapuã, Rowney Scott (Orquestra Rumpillez) e Márcio Vitor (na faixa 'Playsom').


                                       Fonte, http://www.correio24horas.com.br/single-guia/noticia/baianasystem-aproveita-aniversario-de-salvador-e-lanca-seu-segundo-disco-ouca/?cHash=b6b63b3bb94975bf0c54a7a1cf0394c2

terça-feira, 22 de março de 2016

Atrás da máscara

Carnaval de Salvador, 2016.
- É o Psirico? - pergunta a foliã carioca.
- É o Chiclete? - quer saber
o amigo paulista.
- NÃO, É O BAIANA SYSTEM, MEU PAI - grita, empolgado, o ambulante que lhes atendia, saindo correndo em direção àquela massa, deixando seu isopor de Schin ao deus-dará.
Há muitos anos não se via tamanha sintonia entre banda e multidão. Não no Carnaval de Salvador. Não com uma banda que não toca nas rádios, mas que tem absolutamente todas as suas músicas cantadas em uníssono por essa mesma multidão que arrastou em fevereiro.
Este mês, o Baiana System está lançando Duas Cidades, o segundo disco de uma carreira de seis anos, inúmeros shows pelos quatro cantos do mundo, incluindo Dinamarca, Rússia, França, Estados Unidos, carnavais e muita história para contar.
E, para contá-la, voltemos uma parte dessa história no tempo. Jamaica, 1970.
Com a tecnologia, os DJs jamaicanos, além de tocar os sucessos do rock and roll e rhythm'n'blues que chegavam à ilha, passaram a poder modificá-los, tirando a voz e mandando as suas próprias mensagens em cima daquela base musical. Eles improvisaram e animaram as festas com a mesma música por horas, tudo isso com apenas caixas de som e uma equalização cheia de graves. Era o sound system.
"O lance do grave é que, além de ouvir, a pessoa também o sente", destaca Russo Passapusso, cantor e compositor do Baiana System. Nascido em Senhor do Bonfim, Roosevelt (o Russo vem da variação que seu nome foi ganhando) cresceu ouvindo forró e também os  violeiros que tocavam Fagner, os tecladistas que tocavam arrocha e o jegue que tocava a clássica lambada "Ui piti piti": "Penduravam as caixas de som nele e os foliões iam ao redor. Era o Jegue Elétrico", lembra Russo.
Aos 14, foi morar em Salvador e, perdido na capital, fez do total desconhecimento o seu aliado para descobrir a cidade: "Eu ia pra tudo: Russo, vamos pro pagode? Vamos. Vamos pro rock? Vamos. Vamos pro reggae? Vamos". Nessa fartura de histórias e ritmos, conheceu músicos e DJs, como Dudu Caribe e Raiz, o grafiteiro MFR, o francês D'France, e, trocando experiências e se aprofundando em vinis jamaicanos, descobriram a cultura sound system. Empolgados com essa ferramenta, juntos, compraram um equipamento e o batizaram de Ministério Público, entrando com ele nas periferias de Salvador. "Mas a gente não ia lá para que a cidade nos conhecesse. A gente ia pra que a gente conhecesse a cidade". 
Na mesma época, o guitarrista Roberto Barreto conhecia o mundo excursionando com sua banda, Lampirônicos, quando um fato começou a chamar a sua atenção: "Tinha um momento do show em que eu usava a guitarra baiana e via que as pessoas ficavam fascinadas, querendo saber que instrumento era aquele".
Com o fim das atividades da banda, ele começou a produzir programas para a Rádio Educadora, como o Rádio África e No Balanço do Reggae. Em sua pesquisa, descobriu a música do Congo, Angola, Jamaica.  Com o baixista Seco, passou a compor, colocando aquele pequeno grande instrumento inventado por Armando Macedo nas bases rítmicas que ia encontrando. Depois, ia gravando as primeiras ideias e mandando para o irmão, o designer Filipe Cartaxo, trabalhar a partir delas.
Desde essas composições iniciais, aliás, nenhuma imagem na banda é gratuita. Todos os vídeos, cenários, cartazes e Instagram têm um propósito. Para a foto que ilustra a abertura desta reportagem, por exemplo, eles fizeram questão de que fosse com a máscara, elemento distribuído nos shows e responsável pela forte identidade criada entre o Baiana System e seu público. Nesse ponto, fica a impressão de que o rigor no controle da imagem atrapalha a naturalidade com que a banda seria vista por outros olhos.
Buscando referências em Salvador, Barreto chegou ao Ministério Público e a Russo Passapusso. Foi o encontro do subgrave do sound system com o superagudo da guitarra baiana. O primeiro disco homônimo foi lançado em 2010. Guitarra, baixo, voz, bateria eletrônica e imagem. A primeira informação sobre a banda era de que se tratava de uma espécie de releitura do axé. "Não deixa de ser. É isso, é mais que isso e é também o que as pessoas acharem que é", diz Barreto.
A simbiose com o público é forte. As pessoas fazem parte da criação, usam a mesma máscara e inspiram os músicos no palco, contagiando quem estiver naquele perímetro sonoro e visual. Cada apresentação é uma experiência única. 
"Desde que vi pela primeira vez, saquei um borogodó forte ali. Os shows evocam (boas) sensações primitivas na galera, e os momentos de catarse coletiva são diversos. Ir a um show deles é estar disposto à entrega", diz o ilustrador Zeca Forehead. Na página feita pelos seguidores no Facebook, uma das perguntas mais frequentes é: "Alguém sabe quando vai ter show?"
Do jegue ao navio pirata
Há quem diga que o Baiana System está fora do dito esquema mercadológico, porém esqueceram de avisar isso ao público, que lota todos os shows. Alguns fãs mais antigos até acham que a banda está mais comercial. "Nada contra quererem alcançar diferentes perfis de público, mas isso não me agrada tanto", critica a fotógrafa Sandra Travassos. Apesar disso, no terceiro ano do trio elétrico Navio Pirata, uma multidão foi às ruas neste Carnaval. 
Fato é que o BS criou o seu próprio mercado, alimentando os seus seguidores com músicas, vídeos, fotos ou máscaras, constituindo, no decorrer desses anos, uma base sólida de fãs que aconteceu por meio do natural e eficaz boca a boca.
Para a estudante Clara Sena, não foi amor à primeira vista: "Uma amiga me mostrou e eu não tinha gostado, até que ela me convenceu a ir vê-los ao vivo e desde então eu fiquei encantada. Vou a todos os shows que posso, e em um deles eu ainda conheci meu namorado". Passapusso adverte: "Quem conhece ao vivo e depois ouve o disco, às vezes, se decepciona, pois estamos sempre mudando, que é o princípio do sound system". Roberto completa: "Há também o inverso. O cara conhece o disco e, quando vai ao show, fica chocado, está tudo diferente".
Essa liberdade permitiu que a banda, no início da carreira, em 2010, fizesse uma turnê pela China e pelo Japão com apenas seis músicas no repertório. "A primeira vez que vi um show foi em 2011", lembra o DJ Edbrass Brasil, "de lá para cá, cresceram muito como banda ao vivo. O resultado em disco ainda não pintou, mas tem tudo para acontecer, com as novas parcerias".
Depois de "quando vai ter show?", a outra pergunta que aparece nas redes é: "Alguém sabe quando sai o disco novo?".  A resposta: o upload começa a ser feito dia 22, terça-feira. Esta semana já poderá ser escutado, por enquanto apenas nas plataformas digitais da banda - Spotify, iTunes e Soundcloud. Eles tocam em maio, em São Paulo. Em Salvador, ainda não têm data nem comentam sobre a agenda.
Intitulado Duas Cidades, a ideia era gravar apenas em São Paulo. Por isso, Barreto, Seco, Passapusso, Cartaxo e o produtor Daniel Ganjaman (Otto, Crioulo, Nação Zumbi) foram para um sítio na serra paulista, onde ficaram por um mês. Ao fim do processo, sentiram que faltava algo no disco, principalmente para uma banda chamada Baiana System: faltava a Bahia.
Voltaram a Salvador e convidaram uma série de músicos, como o percussionista Márcio Victor, o pianista Marcelo Galter, o guitarrista Junix, o pernambucano Siba (voltando a tocar rabeca) e As Ganhadeiras de Itapuã. Sobre essa última parceria, o regente Amadeu Alves comenta: "Criou-se uma ponte entre a voz de raiz das lavadeiras do Abaeté com uma banda ligada a elementos tecnológicos. Eles buscam o futuro, mas também as raízes. E é isso que dá potência a um trabalho. Raiz é legado".
Duas Cidades, ouvido pela Muito, traz 12 faixas que trafegam na linha tênue entre o pop e o conceitual, com melodias facilmente absorvidas na primeira audição, mas sem soar apelativo. A essência continua: reggae, dub, rock, pagode, o peso do grave com o agudo, a percussão com a batida eletrônica e as intervenções vocálicas de Russo, fazendo da voz quase um tambor, tudo está ali. Nesse(s) ritmo(s), o Navio Pirata 2017 pode arrastar ainda mais gente, mostrando que atrás do Baiana System só não vai quem já morreu.
>> A ênfase do espírito original
Desde sempre - seja nos anos 80, nos anos 90 ou 2000 -  o underground baiano repeliu tudo o que tivesse características da chamada axé music. Bandas de rock pipocavam pela cidade, mas, como diz  o produtor Nestor Madrid, ele ficava assustado com o fato de não enxergar "coqueiros" nessas bandas.
Pelo que se vê a partir do Baiana System, essa realidade mudou. Para o músico Jorge Dubman, baterista do I.F.Á. Afrobeat, outro forte nome desse novo cenário,  "a queda financeira e produtiva do axé fez todos os olhares se voltarem para essa cena. Ela está cada vez mais forte, com várias influências, sotaques e experimentações". Ele cita Kalu, O Quadro (Ilhéus), Daganja, Rafa Dias, Pali OJC, Complexo Ragga (Vitória da Conquista), Rumpilezz, Dão...
O jornalista e DJ Luciano Matos vai além. Para ele, o fato de a indústria do axé entrar em decadência fez com que tudo aquilo que ela representava deixasse de ser algo nefasto. "A música afro, a tônica na percussão, falar do Carnaval, usar guitarra baiana, pensar em ser grande... Isso era o diabo para esse universo mais 'alternativo' e hoje não é mais", avalia.
Para ele, novos artistas já nasceram sem esse preconceito, da mesma forma que veteranos passaram a não se preocupar com isso, mesmo no rock. Luciano acrescenta à lista de Dubman os nomes de Mauro Telefunksoul,  Bahia Bass, Som Peba, Attooxxa, Lord Breu, Funfun Dúdú, Trad, Tabuleiro Musiquim, Suinga e Giovani Cidreira. A lista é grande e, pelo visto, não vai parar de crescer.
>> Duas cidades
O upload começa dia 22/3. Esta semana, o disco já poderá ser escutado nas plataformas digitais da banda - Spotify, iTunes e Soundcloud




Fonte> http://www.atarde.uol.com.br/muito/noticias/1756277-atras-da-mascara

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Furdunço na sexta (5) terá Alavontê Adão Negro, BaianaSystem e mais

Desfile será dia 5 de fevereiro, no circuito do Campo Grande, em Salvador.
Evento integra 'Carnaval de Salvador' e também terá a Orkestra Rumpilezz.


Pelo segundo ano consecutivo, o Furdunço terá desfile de minitrios no Circuito Osmar, que sai do Campo Grande e segue até a Praça Castro Alves. A festa, que é gratuita e reúne antigos e novos artistas, ocorre no dia 5 de fevereiro, na sexta-feira de carnaval.
Dentre as 31 atrações definidas estão diversos grupos culturais, a exemplo da "Oficina de Frevos e Dobrados", dos "Bonecos em Folia" e do "Clube dos Caretas". Em meio às fanfarras, a festa irá contar ainda com a Orkestra Rumpilezz e a banda Vitrola Baiana.
O desfile terá também as apresentações das bandas Adão Negro, Alavontê e BaianaSystem. A festa começa às 15h. Além do Circuito Osmar, o Furdunço também integra  com desfile entre os bairros de Ondina e Barra.

fomte> http://g1.globo.com/bahia/carnaval/2016/noticia/2016/01/com-31-atracoes-furdunco-tem-adao-negro-alavonte-e-baianasystem-veja.html

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

BaianaSystem apresenta: Punk Reggae Party

Participação: Márcio Mello / Edson Gomes / Dj Raiz

Quando o reggae e o rock começaram a caminhar juntos e interferir de maneira significativa no comportamento dos jovens de todo o mundo, partindo da efervescente Londres dos anos 70, uma cena inteira foi renovada e ganhou fôlego, baseados na ideia de experimentar e fundir dois universos, dois movimentos que em suas origens eram tidos como “alternativos”: os punks e os rastafáris. Além da incrível colaboração musical, a ideia de confraternizar, juntar pessoas e ocupar os espaços foi a tônica dessa festa reggae/punk!

O BaianaSystem vem ao longo de sua trajetória experimentando e abrindo possibilidades de inúmeros diálogos, seja diretamente nos encontros musicais ou na sua movimentação pelos espaços da cidade. Para abrir o ano de 2016 uma grande festa: PUNK REGGAE PARTY, com a participação do Reggaeman Edson Gomes e do Solitário Punk Márcio Mello, dois ícones que trazem em suas obras toda a importância do reggae e do rock para nossa cultura.

Dessa vez o navio pirata aporta em um novo ponto da cidade, o Trapiche Barnabé, na cidade baixa, e a festa ganha novos ares e muitas possibilidades nesse mercado de som, onde a cultura do Sound System também estará presente através das mãos do Dj Raiz, representante da cultura de rua que traz para essa celebração a aura das festas de largo e a originalidade dos sistemas de som!


Punk Reggae Party
BaianaSystem convida Márcio Mello / Edson Gomes / Dj Raiz
16 de janeiro de 2016
Trapiche Barnabé - Comércio
20h . R$ 50,00



         fonte > https://www.facebook.com/events/1713443712204570/

sábado, 26 de dezembro de 2015

BaianaSystem – O último show do ano da maior banda do ano!

O som da BaianaSystem já não é mais novidade há algum tempo, embora, a cada show, a reação do público seja digna de quem se depara pela 1ª vez com uma “porrada” sonora, basta ver as feições de espanto e os espasmos de euforia em meio a multidão.
O grupo idealizado por Betinho Barreto e comandado por Russo Passapusso fez seu último show de 2015 no sábado, 19/12, na já tradicional Praça Tereza Batista, no Pelourinho. Como foi a tônica de quase todos os shows do grupo em Salvador neste ano, os ingressos se esgotaram com mais de 24 horas de antecedência. Em meio a – muitos – cambistas, que revendem os ingressos por valores entre 2 e 3 vezes maiores que o preço original (30 reais), mais uma vez, o local ficou completamente lotado para a saideira do grupo que melhor representou o “calor” – com todas as interpretações que o termo pode carregar – da música baiana em 2015. Aliás, 2015 que foi, sem sombra de dúvidas, O ANO para a banda que reinventou a guitarra baiana e, consequentemente, a forma de se fazer música em um Estado que dispensa apresentações quando o assunto é qualidade e inovação na música popular brasileira.
Só para citar 2 dos vários feitos do grupo em 2015, no inicio do ano, no carnaval de Salvador, a banda arrastou uma multidão recorde atrás do seu “navio pirata”, como é conhecido o trio elétrico do grupo, e fez um espetáculo memorável, sendo uma das apresentações de maior destaque de todo o carnaval soteropolitano. Carnaval este que, é sempre bom lembrar, apesar dos problemas, é a maior festa do mundo! Ainda, no 2º semestre, teve o seu mais novo sucesso, “Playsom”, incluso na trilha sonora de um dos jogos mais vendidos do mundo, o FIFA 16.
BaianaSystem - Foto: reprodução Instagram
BaianaSystem – Foto: reprodução Instagram
Como já é de praxe, a BaianaSystem levouuma convidada para dividir o palco. Durante o ano, o grupo contou com convidados de peso como Curumin, Flora Matos, B Negão, Rico Dalasam, Bule Bule, Márcio Vitor (Psirico) e KarolKonka, todos os nomes bastante conhecidos na nova cena musical brasileira. Epara se despedir de 2015, a escolhida foi uma das maiores cantoras do país, Margareth Menezes, ou melhor, Maga, como é chamada pelos fãs, com toda sua energia e voz que arrepiaram qualquer alma viva presente nos arredores do evento.
Dentre as diversas canções que Maga e Russo entoaram juntos, o ponto alto ficou por conta da música “Faraó Divindade do Egito” que foi gravada originalmente pelo Olodum em 1987, mas que também ficou bastante conhecida na voz de Margareth Menezes. Neste momento, uma explosão de vozes e pulos emergiu e provocou uma das cenas mais sensacionais e eufóricas da noite, anunciando o que já estava bastante claro: já é verão na Bahia e ele será mais “quente” e musical do que nunca! Viva!
Para completar a noite, o rapper Vandal também marcou presença e deu o seu sempre bem dado recado, mostrando a vitalidade do rap soteropolitano. E claro, não poderia faltar, como também já é tradicional em todos os shows, o duelo das duas músicas da banda que competem pelo título da canção que mais faz os milhares de aficionados cantarem a plenos pulmões e pular como se não houvesse amanhã: Terapia e Playsom. Como diria Caetano, foi chuva, suor e cerveja, ainda que a chuva tenha sido só de boas energias!
Vale destacar a frase que Margareth Menezes falou ao subir ao palco e que representa bem todo o turbilhão de significados que a BaianaSystem trouxe para a música brasileira: “Muitos acham que vocês são contra a corrente, mas na verdade vocês já são a corrente inteira”. E é exatamente isso, o grupo que começou com os membros do Ministério Público e do BembaTrio, que era “alternativo” e pouco conhecido, que fazia shows no Passeio Público para espectadores seletos, tornou-se um banda com bagagem e qualidade para, sem falsa modéstia, bater no peito e vestir a faixa que lhe é mais do que merecida: a melhor banda do ano!
Que 2016 venha movido há mais mil decibéis e que muitos brasileiros possam ter o privilégio que nós soteropolitanos já temos.

   fonte > http://cabinecultural.com/2015/12/21/baianasystem-o-ultimo-show-do-ano-da-maior-banda-do-ano/

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Boa Terra - Coluna do dia 10/12/2015

Festa para uma diva, com seda, veludo e banquete de faisão
Quem acaba de ganha uma homenagem de fim de ano como só as verdadeiras divas merecem é Juca Duarte Moniz Barreto Lisboa. A socialite que virou referência de estilo e requinte para o high society teve direito a festa palaciana, com banquete de faisão, assinado pelo chef português Nuno Salvaterra. Palácio de verdade, porque o estilista e artista plástico Julio Cesar Habib recebeu a homenageada num casarão nobre, coalhado de lustres de cristais, arandelas laqueadas, vasos de Murano e poltronas estofadas com veludos e damascos de inspiração vitoriana. Sobre as cortinas de veludo, seda e voile, nem precisa falar. 
Como se não bastasse abrir os salões de um dos casarões mais suntuosos do centro antigo de Salvador, imóvel do século XIX que pertenceu a um dos barões do cacau, Julio Cesar Habib ainda ofereceu uma escultura à sua grande amiga. Um busto em estilo renascença, esculpido numa rocha natural do tipo Bege - Bahia. “Julio, meu querido, impossível estar com você sem lembrar de Ingeny Habib, uma grande referência para mim em elegância e beleza”, disse sobre a mãe do anfitrião, já falecida, e que era comparada a ícones de beleza como a atriz Sofia Loren e a “Miss Brasil” Martha Rocha. 
Coleção para cantora norte-americana
A noite especial na “Maison de Eventos Habib” fervilhou de figuras do high society baiano, principalmente de gente ligada à secular produção de cacau do sul da Bahia, local de origem da família do anfitrião que ficou famoso atuando também como estilista da alta costura, chegando a assinar guarda-roupa para a cantora norte americana Connie Francis. Lá estavam, por exemplo, o casal Socorro e Sergio Habib. Ele, que é advogado e primo do anfitrião, recebeu troféu de homenagem. Também Silvinha Silva, Marita Novis, Maria Cristina Mendonça, Iasmine Habib, Maria Augusta Abdon, Tânia Lucia Almeida, Alderica Pinto, Kaka Bulhosa e Tania Pastori.
Sala vazia e burburinho nas escolas
A Bahia também corre o risco de rebuliço nas escolas públicas. Principalmente em Salvador, onde corre o boato de que as eleições para diretores e vice-diretores, marcadas para hoje, poderiam ser suspensas e transferidas para quarta-feira, dia 16. “O que está deixando muita gente inquieta é a composição das chapas concorrentes, pois várias estão incompletas até esta quarta-feira, sob alegação de questões internas. De uma hora para outra, um diretor retira o nome da chapa”, contou um dos professores, sem autorizar a identificação. Contou que além das eleições, há preocupação com o esvaziamento de escolas. “Como ocorre, por exemplo, no Colégio Odorico Tavares, no Corredor da Vitória, onde hoje só há aulas no turno matutino”, informou.
Música de vanguarda e rapper gay em Salvador 
Se ainda existe tribo de vanguarda em Salvador, dá para apostar que o centro histórico vem abaixo neste sábado com o inusitado encontro da banda “Baiana System” com o cantor paulistano Jefferson Ricardo Silva, no Largo Teresa Batista. O convidado da banda que renova a música baiana é nada menos do que Rico Dalasan, o primeiro rapper queer do Brasil. Em outras palavras, é o rapper gay de cabelos escovados e camisolões parecendo peças da alta costura chinesa que está encantando as tribos mais descoladas do país.
Justiça seja feita, o show já vale a pena pela oportunidade do baiano assistir para valer à incrível banda “Baiana System”, que encanta plateias do Japão e dos Estados Unidos, mas é pouco conhecida pelo público baiano, como Boa Terra já reclamou. E olha que o dia ontem foi de ferveção no Rio de Janeiro em preparação para a apresentação à noite dos músicos baianos no “Circo Voador”, como atração principal do encontro “Emergências 2015”. Mas levar o rapper Rico Dalasan ao palco é outra história irada.
Totalmente desconhecido na Bahia, Rico Dalasan não fala das pieguices sobre o caos urbano e os protestos automáticos que dominam o canto do rapper engolido pelo Mainstream. Prefere bradar cadenciado  sobre relacionamentos, principalmente dos meninos que gostam de meninos. E chega a usar músicas de Daniela Mercury para suas sampleadas.  
Grafite baiano com premiação carioca
Tomaz Viana nasceu em Salvador, estudou arte e design, e como um dos artistas mais talentosos de sua geração espalhou grafites incríveis pelas ruas da cidade, mas ninguém liga. Boa Terra já falou sobre painéis produzidos por ele. Mas no Rio de Janeiro, onde o artista mora atualmente e assina seus trabalhos como Toz, a história é o outra. E cheia de glória. Acaba de virar capa da “Veja Rio”, a publicação mais influente da metrópole internacional.
A matéria “Carioca do Ano” mostra um ranking de onze personalidades premiadas por deixar a sua marca no Rio de Janeiro. Santa ingratidão, mas dois baianos precisaram dos cariocas para brilhar desse jeito, pois além de Toz, figurou também a culinarista Bela Gil Demasi ao lado da atriz Grazi Massafera e a apresentadora de televisão Regina Casé, e mais sete personagens. A festa para entregar o troféu foi no “Golden Room” do “Copacabana Palace” com direito à atriz Fernanda Montenegro entregando os totens. 
O destaque que reforçou a relação de Toz com o Rio de Janeiro foi que ele pintou o maior grafite a céu aberto da cidade. “Ele passou dez dias pendurado em um andaime, subindo e descendo pela empena do hotel Marina Palace, no Leblon. Ali, gastou 800 latas de tinta para pintar um imenso painel de 75 metros de altura por 10 de largura, o maior da cidade no gênero”, contou a revista.
Talento do high society com estilo artesanal 
Presença sempre prestigiada no high society, Fátima Guimarães Camelyer conhece muito bem o comportamento e o estilo do grand monde, principalmente as tendências que encantam atualmente. Por isso ela surpreende ao adotar o hand made para produzir a incrível coleção de almofadas que exatamente por serem produzidas artesanalmente ganham sofisticação e temáticas singulares. 

É uma produção em decoração que inclui também abajures e luminárias que perdem aquele jeito opaco e limpo para se transformarem em peças charmosas. Totalmente autorais, “a gente pensa em oferecer personalidade aos ambientes de acordo com o gosto do cliente”, diz a artista, revelando o segredo das opções para artigos em sedas, por exemplo. Nada de pieguice, as estampas geométricas criam a ilusão do efeito 3D.



          Fonte> https://www.tribunadabahia.com.br/2015/12/10/boa-terra-coluna-do-dia-10122015