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quinta-feira, 15 de junho de 2017

BaianaSystem: um sistema de som em movimento.

No quarto episódio da série CartaTeca, Russo Passapusso mapeia as influências do grupo e reflete sobre a face política do carnaval deste ano

Russo Passapusso define a si próprio como parte da mistura que cultua em sua música: olhos de índio, pele negra, barba de árabe, sobrenome europeu. À frente do BaianaSystem, um híbrido de sound system, banda e trio elétrico que funde dub, reggae, ragga, samba-reggae e música popular, o cantor e compositor encantou multidões no último carnaval de Salvador e tornou-se um dos principais “puxadores” da festa na Bahia.

Dono de uma personalidade magnética, do carisma dos gestos às declarações quase em verso, Russo não separa carnaval de política. Ele reconhece a exclusão social, a violência policial e a corda que divide os foliões como símbolos por trás da festa. O status de puxador recém-conquistado não o impede de perceber as contradições do novo papel. "Por via das histórias musicais, fui colocado em cima de um trio. Eu não consigo me compreender como puxador de nada. Para mim, puxar não é a ideia", diz, antes de fingir carregar um peso nas costas. "Você tem que libertar e não escravizar dentro dessa coisa de puxador".
Queira ou não, o compositor é hábil em conduzir, seja uma banda, uma multidão de fãs ou até mesmo uma entrevista. No quarto episódio da série CartaTeca, Russo mapeia cada influência musical do BaianaSystem, das festas de São João no Recôncavo baiano ao samba-reggae de Salvador, de Tim Maia a Bob Marley e Fela Kuti, sem deixar de buscar várias respostas para uma mesma pergunta.
São as dúvidas, e não as certezas, que inspiram as letras do grupo. “As músicas do Baiana têm muitas interrogações: 'Que cidade você se encaixa?', 'Quem vai dar mais?', 'Quem pergunta e quem concorda?'", analisa. “Comecei a ler as letras depois de muito tempo para tentar entender o que estava acontecendo. E falei: ‘Nossa! Quantas perguntas!’. Não tem exclamações ali. Sabe? É mistura para ver o que vai dar.”
Não há melhor metáfora da mistura no universo musical que o soundsystem. Nos guetos de Kingston no fim dos anos 1950, os jamaicanos passaram a organizar festas de rua com geradores, toca-discos e sistemas de som que amplificavam os disputados discos aportados no país caribenho, grande parte de origem norte-americana. Os sound systems da cidade em breve absorveriam em suas caixas de som a cultura caribenha e rastafari, estimulando o surgimento de grandes músicos e bandas locais.  
O Brasil também tem seus próprios sound systems. Nascido em Feira de Santana, Russo reconhecia o formato durante as festas de largo, quando alguém colocava um modesto sistema de som em cima de um "jeguinho" e rodava uma mesma fita por horas a fio. “Eu não tinha essa vivência de carnaval. Sempre tive uma vivência de São João. Sempre amei a festa porque entrava nas casas. Aquilo pra mim é lindo!"
"A primeira vez que eu passei o carnaval em Salvador foi a coisa mais sofrida do mundo"
Assim como o “jeguinho” que carrega um sistema de som pelas ruas, o trio elétrico “não deixa de ser um sistema de som perambulante”, diz Russo. A força das “festas em movimento” da cultura baiana inspirou uma cena de sistemas de som em Salvador dedicados ao dub, ao reggae, ao ragga e ao dancehall, da qual o BaianaSystem é o produto mais inovador.  
A música jamaicana enraizada em grupos como Olodum e o bloco afro Ilê Aiyê, pilares do samba-reggae soteropolitano, passou a despertar a atenção do cantor e de seus amigos nos anos 2000. “Veio essa história de ouvir os discos o dia inteiro. Ouvíamos muito disco nacional, e de repente começamos a ouvir muito reggae. ‘Ah, o disco é mais pesado. Nossa, que legal, cara! Olha o grave!’. Isso em um grupo de sete, oito amigos. Às vezes eram 12, às vezes 15... ninguém sabia qual era a quantidade correta.”
No fim dos anos 2000, surgiu o sound system “Ministereo Público". Ao contrário de alguns procuradores do órgão que inspirou o nome, o sistema de som não era seletivo: os amigos tocavam os gêneros jamaicanos em festas de rua para públicos de todos os tipos, com foco em bairros periféricos. “Aquilo era a forma mais confortável, porque ali não tinha erro. Ali não tinha desacerto, não tinha vergonha, não tinha medo. Porque fazia parte da rua”, resume Russo.
Projeto idealizado pelo guitarrista Roberto Barreto, o BaianaSystem combinava o formato do sound system com a guitarra baiana, a evolução do famoso “pau elétrico” criado nos anos 1940, consagrado pelo músico baiano Armandinho posteriormente. Em 2010, Russo juntou-se a Barreto para gravar o primeiro álbum do Baiana, homônimo. Logo na estreia, a banda contou com colaborações de peso como o compositor baiano Lucas Santtana e o rapper BNegão, que costuma dar as caras nos shows do grupo. 
Produzido por Daniel Ganjaman, o segundo disco, Duas Cidades, foi um dos principais lançamentos da música brasileira em 2016. Composições como “Lucro (Descomprimindo)”, “Jah Jah Revolta parte 2” e a própria faixa-título consolidaram o grupo nas duas principais arenas da experiência musical: donos de um show poderoso, passaram a ter um disco memorável.
O álbum cacifou o Baiana como uma das principais atrações do carnaval de Salvador deste ano. Para Russo, era uma situação oposta à dos seus primeiros festejos na cidade. “O carnaval nunca foi uma inspiração de paixão minha. Nunca. A primeira vez que eu passei o carnaval em Salvador foi a coisa mais sofrida do mundo. Encontrei com os meus amigos, e, chegando lá, todo mundo entrou no bloco e eu fiquei de fora. Foi assustador para mim. Os blocos guardavam fotos para saber se você era aceito ou não, de acordo com sua aparência, com seu bairro.”
Além da exclusão social, Russo reflete sobre a violência dos cordões, que obriga os integrantes a levantar a guarda para se manter de pé. “Se for perceber, o gingado do samba-reggae e do carnaval vem muito do boxe e da proteção. Eu preciso me proteger daquilo. A capoeira dentro de tudo, a coisa do socar e do esquivar. Fulano dá um soco ali para afastar e depois volta. Aquele que está na corda protege. Acontece muito disso.”
Atualmente, as cordas “estão caindo”, diz Russo. Segundo ele, as rodas que eram de briga se tornaram “rodas de união". “Neste carnaval, tivemos códigos muito fortes. Códigos de proteção de imagem. As pessoas batiam palmas quando a polícia se aproximava justamente para não tomar uma cutucada desapercebida”, afirma, além de ressaltar traços “matriarcais” da festa. “No centro da cidade, o carnaval foi muito ancião. Muito tribal. Mulheres entraram nas rodas ditando as regras.”
"O 'Fora, Temer' sempre esteve na história. É como o bom dia que a gente fala"
A união nas rodas revelou-se também nas manifestações políticas. Russo puxou em algumas oportunidades o coro “Fora, Temer” e foi acompanhado de uma multidão a pedir de forma uníssona a saída do atual presidente. “O coro do 'Fora, Temer' foi sempre”, diz Russo, aos risos. “O 'Fora, Temer' sempre esteve na história. É como o bom dia que a gente fala.” O cantor rejeita, porém, a reprodução do grito como um slogan, repetido por “militantes de uma palavra”. “Está difícil representar mais do que não sei quantas pessoas”, comenta, antes de suspirar. “Né?”
Liberdade musical, fusão de estilos, crítica social e um esforço de transformar manifestações locais em universais: em vários pontos, o BaianaSystem lembra movimentos musicais conterrâneos, como os Doces Bárbaros e os Novos Baianos, ou mesmo de estados nordestinos, como o manguebeat pernambucano. Em comum, todos buscaram expandir as manifestações artísticas para além da música. Russo não nega características semelhantes no Baianasystem, mas condiciona essa ambição à criatividade contínua do projeto. “A ideia de estar em movimento com as criações e recriações é o que faz eu ter uma consciência de estarmos fazendo um movimento. Justamente por estarmos em movimento.”
                 


                                                            Fonte> https://www.cartacapital.com.br/cultura/baianasystem-um-sistema-de-som-em-movimento

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

BaianaSystem não será vetada do Carnaval, garante prefeito de Salvador

ACM Neto comentou na tarde deste domingo sobre o possível veto ao grupo BaianaSystem pelo Conselho Municipal do Carnaval (Comcar) –  a banda foi ameaçada de ser retirada do Carnaval após puxar gritos de “Fora, Temer” no circuito Campo Grande nessa sexta-feira. O prefeito afirmou via comunicado que não haverá qualquer tipo de punição. “Baianasystem ajudou a gente a começar o Furdunço e, por mim, a atração continua. Tanto o grupo quanto Léo Santanna foram muito fortes e badalados no Furdunço deste ano e arrastaram uma multidão que não era esperada. Nesse sentido vamos continuar com eles e vamos dar estrutura maior no Furdunço do próximo ano”, escreveu.
O prefeito ainda fez uma avaliação parcial positiva do Carnaval 2017, principalmente quanto à aceitação das mudanças trazidas para a folia neste ano. “A avaliação que faço da festa até o momento é muito positiva. As novidades que trouxemos estão muito bem avaliadas pelo público, a exemplo do palco na Barra, da terça-feira de ‘esquenta’, da abertura do Carnaval com um grande baile na Praça Municipal, o encontro de trios realizado anteontem. A gente tem sentido que esse Carnaval está mais tranquilo, as pessoas estão na rua com muita alegria, muita festa, e isso é muito bom. Claro que a gente só pode comemorar na Quarta-feira de Cinzas, mas o balanço é muito positivo”, afirmou.
Ele também apontou a importância de ter mais atrações para o folião pipoca. “Da nossa parte não existe preconceito contra blocos. Eles geram empregos assim como os camarotes e isso não pode parar. No entanto, vimos que essa quantidade de atrações sem cordas trazem cada vez mais as pessoas à rua. Esse movimento não existia até 2013. Hoje são mais de 300 apresentações gratuitas e, graças a Deus, estão sendo feitas pela Prefeitura.”
Quanto sua preferência como música do Carnaval de 2017, o prefeito saiu pela tangente. “Está muito confuso este ano, tem Léo Santanna com três canções estouradas, tem Bell, Psirico, Cláudia Leitte, então vou ficar em cima do muro”, finalizou.

                                                   FONTE> http://glamurama.uol.com.br/baianasystem-nao-sera-vetada-do-carnaval-garante-prefeito-de-salvador/

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

BaianaSystem põe bloco na rua com rapper Yzalú e a marcha de Sampaio

Aproveitando que o Brasil já respira em clima de Carnaval neste mês de fevereiro de 2017, a banda BaianaSystem se junta à rapper paulistana Yzalú e repõe o bloco na rua com single que traz empolgante registro de Eu quero é botar meu bloco na rua, marcha composta por Sérgio Sampaio (1947 – 1994) e lançada na voz do artista capixaba em 1972. Feita para campanha publicitária de novo modelo de telefone, a gravação do BaianaSystem com a participação de Yzalú foi lançada esta semana e já virou single posto à venda no iTunes.

Turbinada com o baticum eletrônico da banda baiana, a releitura de Eu quero é botar meu bloco na ruagerou clipe dirigido por Gabriel Nóbrega em stop motion e filmado em locação em São Paulo (SP) no qual foi recriada rua do Brasil colonial com a intenção de evocar signos e símbolos de antigos Carnavais.

single é o segundo lançado pela BaianaSystem neste mês de fevereiro de 2017. No dia 3, o cultuado grupo soteropolitano pôs nas plataformas digitais single com registro de música inédita, Invisível, de autoria de Russo PassaPusso, Roberto Barreto, SekoBass e Filipe Cartaxo.

(Crédito da imagem: capa do single Eu quero é botar meu bloco na rua, de BaianaSystem com Yzalú)

                                                              Fonte> http://g1.globo.com/musica/blog/mauro-ferreira/post/baianasystem-poe-bloco-na-rua-com-rapper-yzalu-e-marcha-de-sampaio.html

sábado, 7 de janeiro de 2017

BaianaSystem é vítima de racismo na internet durante show: 'Macacos'

A banda se apresentou nesta quinta, na programação do Réveillon de Salvador

A BaianaSystem foi alvo de comentários racistas na internet na noite desta quinta-feira, 29, na programação do Réveillon de Salvador. Durante a transmissão do show da banda no canal da FitDance, no YouTube, vários usuários fizeram postagens preconceituosas ao grupo liderado por Russo Passapusso. "Macacos devem ser exterminados", escreveu o perfil White Power SP SP. Também pipocaram na transmissão insultos pelo fato de a banda ser nordestina e baiana.  

Com os insultos, muitos usuários saíram em defesa FitDance, no YouTube e se manifestaram contra os comentários. Até usaram hashtags como #serbaianoélegal e #racistasnaopassarao. O CORREIO procurou a assessoria de imprensa do BaianaSystem, mas não conseguiu contato até a publicação desta matéria. 
Gilberto Gil, Preta Gil, Taís Araújo e o casal Bruno Gagliasso e Geovana Ewbank são alguns artistas que sofreram com o ódio racial na internet em 2016. Esta semana, a Justiça determinou que o Facebook retire do ar uma falsa entrevista em que Gilberto Gil critica o juiz Sérgio Moro e defende o ex-presidente Lula de acusações na Operação Lava Jato.
A notícia rendeu comentários ofensivos ao artista. Um deles chamou Gil de "macaco filho da puta". De acordo com a advogada do cantor baiano, estão sendo levantados os dados para identificar o autor do comentário. O cantor estuda processá-lo.



                                                  Fonte> http://www.correio24horas.com.br/single-entretenimento/noticia/baianasystem-e-vitima-de-racismo-na-internet-durante-show-macacos/?cHash=2a6ea5845918aad477fa155066a27474

Margareth convida BaianaSystem para primeira edição do Mercado Iaô em 2017

O show homenageia os 50 anos da Tropicália e os 30 anos de carreira de Margareth

A cantora Margareth Menezes está de volta com o Mercado Iaô, projeto responsável por agitar a Ribeira com música, teatro, artesanato, gastronomia e artes plásticas. Dessa vez, a banda BaianaSystem é a convidada do evento que acontece domingo, dentro do projeto Noites Tropicais.

O show homenageia os 50 anos da Tropicália e os 30 anos de carreira de Margareth, que presenteia o público com sucessos marcantes na sua voz, como Dandalunda e Faraó. Além dos shows, o público confere a exposição #Reciclos, que também faz parte da programação do Mercado Iaô.
Usando como matéria-prima latas de alumínio, embalagens plásticas, tijolos, garrafas de vidro, bitucas de cigarro, jornais e lixo eletrônico, a mostra traz obras de treze artistas com resíduos descartados nas ruas e aterros, apontando a viabilidade de reuso. 
A curadoria é assinada por Mundano, grafiteiro, ativista e idealizador do Pimp my Carroça - projeto que visa promover a autoestima dos catadores de materiais recicláveis e sensibilizar a sociedade para a causa em questão.
Serviço: Área externa da Antiga Fábrica de Linhos Nossa Senhora de Fátima (Praça General Ozório, 33, Ribeira). Domingo, das 10h às 20h (Mercado Iaô); e às 17h (show). Ingresso: entrada gratuita das 10h às 13h e R$ 20 | R$ 10 (a partir das 13h). Vendas: no local.



                                                            Fonte> http://www.correio24horas.com.br/single-guia/noticia/margareth-convida-baianasystem-para-primeira-edicao-do-mercado-iao-em-2017/?cHash=b7c076a9bf2d25dad2a9807cbcc411b1

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

BaianaSystem faz multidão sair do chão no Festival de Verão

A banda foi a única representante baiana no primeiro dia da festa
Os portões da Arena Fonte Nova ainda estavam fechados quando a estudante de direito Ana Elisa Vieira, 24 anos, chegou para curtir a primeira noite do Festival de Verão. A jovem contou que a atração mais aguardada era a BaianaSystem, justamente, a última da grade.
"Não importa, vou esperar até o final do Festival, mas vou assistir. Eu adoro a BaianaSystem, adoro o som que eles fazem. Conheci a banda há alguns anos e, desde então, eu sigo eles", afirmou.  
Ela não foi a única a resistir firmemente até o final da festa. O professor Gilberto Santos, 42, só foi embora depois que a banda encerrou o show. "Há seis anos eu participo do Festival de Verão e só saio no lixo", brincou.
Russo Passapusso e sua turma fizeram a festa do público até às 2h e foram aplaudidos diversas vezes pela multidão. A ordem era não ficar parado e o público não contou conversa, pulou e dançou até a apresentação terminar. Mãos subiam e desciam, com cabeças acompanhando o ritmo.
Pouco antes de subirem ao palco, os músicos da banda conversaram com a imprensa e destacaram as influências que sofreram de outros grupos musicais. A BaianaSystem foi o único grupo baiano a se apresentar na primeira noite do festival.

É uma honra, um compromisso e uma responsabilidade muito grande de poder tocar hoje, aqui, e com referências tão grandes como Planet Hamp e O Rappa. São bandas que fizeram parte da nossa formação, que são uma influencia tanto musical como política e no entendimento do que é essa música”, contou o guitarrista Beto Barreto.

   Fonte>http://www.correio24horas.com.br/detalhe/categoria/noticia/baianasystem-faz-multidao-sair-do-chao-no-festival-de-verao/?cHash=263f6afcd7af429a4231c9ba89fbeee2 

sábado, 10 de dezembro de 2016

Fãs de Baiana System aguardam estreia do grupo: 'é diferente'

Banda se apresenta pela primeira vez no Festival de Verão, neste sábado.
Público enaltece mistura de ritmos

A estreia da banda Baiana System, comandada pelo vocalista Russo Passapusso, é aguardada pelos admiradores da mistura de sons do grupo, na primeira noite do Festival de Verão 2016. A banda é o última da grade deste sábado (10) a se apresentar, com entrada no palco prevista já no domingo (11), às 0h45.
André Olivieri veio para a festa junto com o irmão, Lucas, e o amigo Tercio Augusto. Eles vestem a camisa da banda, literalmente, com o símbolo que se tornou marca do grupo. "O público da banda está crescendo muito. Gosto muito da estética do Baiana e da mistura de ritmos", define André, que chegou à festa por volta das 21h, para também assistir ao show do Planet Hemp.
A banda, única de raiz soteropolitana na programação deste sábado no palco principal, mescla ritmos como o techno, passa pelo sound system jamaicano, até chegar ao pop.

"O ritmo deles é diferente de qualquer coisa que existe", explica o estudante Rafael Menezes, que se diz fanático pelo grupo. Ele veio para o show na Arena Fonte Nova junto com a amiga Tâmara Naiobe, e usaram máscaras com símbolos da banda. "Sou fã mesmo de Natiruts, mas também vim curtir Baiana", diz ela.
Rute Santos de Jesus e a amiga Paloma Andrade chegaram cedo, por volta das 16h, mas também aguardam de maneira especial o último show da noite.
Eu curto Baiana pelo ritmo e as letras. Eu vou pela ideologia da banda, pela mensagem e pela energia deles", define Rute.
Paloma só lamenta ter que ir embora mais cedo do que esperava e não ter condições de chegar até o final da apresentação: "Queria assistir Baiana, mas vou ter que ir embora porque roubaram meu celular. Uma pessoa passou e puxou", conta.

                                                               Fonte> http://gshow.globo.com/Rede-Bahia/Festival-de-Verao-2016/noticia/2016/12/fas-de-baiana-system-aguardam-estreia-do-grupo-e-diferente.html

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

BaianaSystem apresenta mix sonoro no Festival de Verão, sábado

Dance devagar, pulando que nem pipoca ou se esgueirando feito um ninja no meio da multidão. Seja como for, não pode faltar energia quando a banda BaianaSystem der o play no som que vai apresentar no Festival de Verão, pela primeira vez,  sábado.
O show, eleito melhor do ano pelo Prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA), acontece no palco principal da Arena Fonte Nova no mesmo dia que Planet Hemp, Natiruts, Nando Reis, O Rappa e Capital Inicial. O mix de guitarra baiana com influências do dub, reggae, arrocha, pagode e ijexá da BaianaSystem marca a primeira noite do festival que vai do rap ao rock, passando pelo pop e pelo reggae.
“A gente já tocou em festivais grandes fora de Salvador, mas quando é aqui a responsabilidade é ainda maior. Esse show é uma comemoração da possibilidade de estar num palco com estrutura incrível, com artistas que admiramos. Agora é tentar não sair do foco: a música, em primeiro lugar”, comemora o guitarrista Roberto Barreto, 45 anos.
Robertinho forma a BaianaSystem ao lado do vocalista Russo Passapusso e do baixista SekoBass, tendo colaboradores frequentes como os DJs e produtores João Meirelles e Mahal Pitta, os percussionistas Ícaro Sá e JapaSystem e o guitarrista Junix.
O repertório do grupo inclui músicas do álbum homônimo lançado em 2010, do EP Pirata (2013) e do recém-lançado Duas Cidades. Esse último, inclusive,  foi eleito o melhor disco pelo Prêmio Multishow de Música Brasileira, que também elegeu a música Playsom como o melhor hit.
“Esses prêmios que a Baiana tem conquistado abrem muitas portas e trazem uma responsabilidade com a música daqui, com a cena de Salvador. Isso de alguma forma abre uma fronteira pra todo mundo daqui e traz a renovação do mercado que estava massacrado”, destaca Roberto Barreto.
O cantor BNegão, do Planet Hemp, a quem o álbum Duas Cidades é dedicado, é convidado da BaianaSystem no show de sábado. Além dele, os anfitriões convidam o clarinetista Ivan Sacerdote e o MC Vandal para um encontro que valoriza a música instrumental baiana.

sábado, 24 de setembro de 2016

BaianaSystem critica nova política cultural: "Temos a pior perspectiva possível Fonte: Gente - iG @ http://gente.ig.com.br/cultura/2016-09-24/baianasystem.html

Atração do festival Satélite061, em Brasília, BaianaSystem condena novo Ministério da Cultura: "Estamos caminhando para um retrocesso"

Seguindo a turnê do elogiado álbum "Duas Cidades", o coletivo BaianaSystem é uma das atrações deste sábado (24) do festival Satélite061, que acontece gratuitamente em Brasília
"Em Brasília as pessoas estão ligadas no que está acontecendo na música. Tocamos lá há algum tempo e nos surpreendemos", contou o guitarrista do BaianaSystem, Roberto Barreto, em entrevista ao iG.
O Satélite061 faz parte do circuito de festivais pelos quais o coletivo baiano está passando nos últimos meses, desde que o álbum "Duas Cidades" foi lançado no começo do ano. "A gente tem circulado pelo Brasil e pelas cenas independentes", comentou Barreto. "Os artistas trocam informações nesse circuito", explicou.
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Por onde passa, o BaianaSystem é reconhecido por seu ótimo trabalho no segundo disco, algo que não estava previsto pelos músicos. "A gente foi fazendo sem pensar no que ia dar, não tinha como prever", disse o guitarrista. "O disco é um resultado de coisas que a gente vinha fazendo ao vivo e quando saiu foi bem recebido", continuou Roberto Barreto, resumindo o sucesso.

Cenário difícil

Fazer sucesso na cena independente tem sido facilitado nos últimos anos por ferramentas como a internet, mas a missão está ficando cada vez mais difícil no Brasil por causa da turbulência política e econômica que o País tem vivido há alguns meses.
Para quem trabalha com cultura, as coisas estão ainda mais complicadas, principalmente após o fim do Ministério da Cultura. A pasta já foi recuperada pelo presidente Michel Temer, mas ainda não está agradando principalmente aos músicos.
"Estamos em um momento bem complicado, temos a pior perspectiva possível", confessou Roberto Barreto. Para ele, a administração da cultura nos últimos anos foi o que sustentou o desenvolvimento de cenas independentes em todo o País. "Não foi coincidência o que aconteceu nesses últimos 10 anos com o crescimento da cena independente e da cultura fora do eixo Rio-São Paulo", explicou.
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O músico considera que as gestões de Gilberto Gil, Juca Ferreira e Ana de Hollanda, entre os governos Lula e Dilma, tinham uma unidade que foi quebrada por Marcelo Calero, o novo ministro da pasta. "A gente está sob alerta total, as pessoas que estão lá não têm vínculo nenhum com a cultura", disse Roberto Barreto.
O guitarrista do BaianaSystem torce para que a situação melhore. "Espero que seja um momento de transição, porque a perspectiva é tenebrosa. A política cultural é inexistente e os artistas estão sozinhos agora. Estamos caminhando para um retrocesso e cabe a nós seguir lutando", declarou.
Satélite061
Com Gal Costa, Elza Soares, BaianaSystem e mais
Quando: até domingo, 25 de setembro
Onde: Torre de TV (Eixo Monumental, s/n - Jardim Burle Marx)
Quanto: grátis
                                                                          
                                                                                  Fonte> http://gente.ig.com.br/cultura/2016-09-24/baianasystem.html

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Coquetel Molotov confirma Céu, BaianaSystem e Boogarins na edição de Recife

O festival No Ar Coquetel Molotov, que acontece no Recife, anunciou as primeiras atrações da edição deste ano. A grande novidade é que o evento vai acontecer também em Belo Jardim, no Interior de Pernambuco e em Belo Horizonte. Céu (SP), Baianasystem (BA) e Boogarins (GO) estão confirmadas para a edição recifense, que acontecerá dia 22 de outubro.

Depois de dois lotes de venda promocional com ingressos que se esgotaram em menos de um dia, o festival abriu o primeiro lote oficial de vendas com os preços de R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia-entrada) e R$45 + 1kg de alimento não perecível (social). O público pode comprar seus ingressos pelo site Sympla, através de cartão de crédito e boleto bancário.
A segunda edição do festival em Belo Jardim acontece de 4 a 8 de outubro, contando com uma programação de música e cinema que acontecerá no Cine Teatro Cultura e no Parque do Bambu. O line-up musical será formado por bandas do Agreste Pernambucano escolhidas através de uma convocatória e ainda uma atração nacional.
Já em Belo Horizonte, o festival acontecerá em uma parceria da Coda Produções com a mineira Quente, que trabalha com algumas das principais bandas independentes de Minas Gerais e produz eventos como o seminário-festival Sonâncias, a mostra Música Quente e mantém o site Meio Desligado. O No Ar chega à Belo Horizonte no momento em que Minas Gerais vive uma de suas fases mais prolíficas na música independente.
Atrações
Céu chega ao No Ar com seu novo disco, Tropix, onde ela aposta na música eletrônica.Leia nossa crítica. O trabalho traz a malemolência e os vocais sussurrados já conhecidos da cantora, mas agora experimentam no uso de beats, synths e sonoridade anos 1970. O BaianaSystem mistura ritmos afrobrasileiros com dub e dancehall e lançou este ano um dos mais importantes trabalhos na música brasileira. Duas Cidades representa uma nova fase do grupo baiano e traz discussões sociais a partir da cidade de Salvador. Já Boogarins lança no Recife o disco Manual – Guia Livre de Dissolução dos Sonhos após uma turnê pela Europa e EUA.
O No Ar Coquetel Molotov no Recife acontece na Coudelaria Souza Leão, na Várzea, no dia 22 de outubro. As atrações das edições de Belo Jardim (4 a 8/10) e Belo Horizonte (ainda sem data), serão divulgadas em breve.

                                                                  Fonte> http://revistaogrito.ne10.uol.com.br/page/blog/2016/08/03/coquetel-molotov-confirma-ceu-baianasystem-e-boogarins-na-edicao-de-recife/?platform=hootsuite

quinta-feira, 14 de julho de 2016

BaianaSystem promove o Baile Playsom no Barra Hall.

O Baile Playsom, comandado pelo BaianaSystem, vai ganhar mais uma edição sábado, 16, às 22h, no Barra Hall. Além da banda, vão se apresentar também BNegão e  ÀTTØØXXÁ.
Na festa, o BaianaSystem mostra o repertório mais eletrônico do que nunca. As músicas serão turbinadas pelos live PA dos DJs e a participação especial do rapper Vandal.
A noite começa com ÀTTØØXXÁ, do DJ e produtor Rafa Dias, que apresenta um set com bass music, hip hop, breakbeats e samples de funk carioca e pagodão baiano.
BNegão chamou Pedro Selector (trompetista dos Seletores de Frequência) e DJ Castro (ex-Quinto Andar e Black Alien) para montar um setlist com possibilidades para três vozes, um instrumento de sopro e um par de toca-discos.
Os ingressos custam de R$ 60 (primeiro lote) e estão à venda na bilheteria do Barra Hall.

                                               Fonte> http://atarde.uol.com.br/cultura/musica/noticias/1783758-baianasystem-promove-o-baile-playsom-no-barra-hall

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Banda Baiana System mostra uma nova ordem musical no Cultura Livre.

Nesta quarta-feira (15/6), o Cultura Livre é tomado pela arte sonora, visual e reflexiva da banda Baiana System. O grupo apresenta seu mais novo disco, Duas Cidades. Apresentado por Roberta Martinelli, o programa inédito vai ao ar às 23h30, na TV Cultura.
Os quatro integrantes da banda introduzem em seu estilo musical o peso da bass culture com a mandinga e o tempero baiano. Esses destemidos tripulantes da música, ao mesmo tempo que traduzem os sons das ruas e vielas em seu próprio estilo, propõem uma nova ordem: libertária, capaz de provocar uma catarse coletiva por onde quer que passem. Esta é a história da banda Baiana System, convidada de Roberta Martinelli no Cultura Livre desta quarta-feira.
Durante a entrevista, eles fornecem uma explicação sobre a guitarra baiana, as inspirações do novo disco, a estética visual que os acompanha e a relação com o BNegão. No repertório constam Jah Jah Revolta parte 2, Bala Na Agulha, Lucro (Descomprimindo) e Duas Cidades.
Sobre o programa
O Cultura Livre foi finalista do Prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) 2014, na categoria Programa de Variedades. A cada edição, o programa recebe um músico ou grupo convidado para falar a respeito de sua carreira e mostrar algumas de suas composições. A interação com o público é um destaque da atração. Por meio das redes sociais e de uma chat-line, os telespectadores podem enviar suas perguntas e comentários aos artistas.

                           Fonte> http://www.diariodoscampos.com.br/guia/televisao/2016/06/banda-baiana-system-mostra-uma-nova-ordem-musical-no-cultura-livre/2175140/

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Resenha: “Duas Cidades” (2016) – BaianaSystem.

Em dezembro de 2015, Salvador recebeu oficialmente o título de “Cidade Música” pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Para reforçar a condecoração e para o desenrolar desta resenha, no entanto, é necessário quebrar um pouco do estereótipo construído ao longo dos anos ao se falar de música baiana.
Há de se considerar que o habitat musical que projetou Raulzito para o país, também foi berço para Caetano, Gil, Novos Baianos e outros muitos. Portanto, não é utopia dizer que a Bahia da Timbalada e do Olodum é exatamente a mesma de Pitty, Vivendo do Ócio e Maglore, mesmo que poeticamente retratada e exposta de diferentes ângulos, arranjos e compassos. Eis a pluralidade.
Essa diversidade cultural/musical é o resultado de anos de misturas, e para tentar contextualiza-la um pouco melhor é necessário voltar no tempo. Mais precisamente nas décadas de 1970 e 1980, quando a influência da música jamaicana acendeu movimentos fortíssimos e vivos até os dias de hoje na capital baiana.
Do apogeu da cultura dos Sound System, Dub, Dancehall, do Reggae de Bob Marley… diretamente para os Blocos Afro, o Afoxé, o Samba Reggae, Ijexá, Pagode e, consequentemente, para a maior festa popular do planeta: o Carnaval.
É nesse cenário que surge o BaianaSystem, grupo que, provavelmente, melhor representa essa nova configuração do que é (ou do que pode ser) a música baiana em todos os seus aspectos contemporâneos.
A guitarra baiana, inventada por Dodô e Osmar, ganha uma releitura nas mãos do guitarrista e idealizador da banda, Roberto Barreto. SekoBass é o responsável pela cozinha; na divisão dos graves entre o baixo, programações e as batidas sampleadas. O vocalista Russo Passapusso mistura a cadência do samba de roda do recôncavo com o toaster jamaicano. Tudo isso ainda conta com grande aporte do designer e fotógrafo Filipe Cartaxo, quarto elemento e o responsável direto por toda a fantástica estética visual do Baiana – a exemplo da imagem que ilustra este post.
No último dia 29 de março, aniversário da cidade de Salvador, o grupo lançou seu segundo disco. Intitulado “Duas Cidades”, o álbum chega como um update do conceito apresentado no seu antecessor “BaianaSystem”, de 2010.
Com produção musical assinada por Daniel Ganjaman e participações de Siba, Márcio Victor (Psirico), do coro das Ganhadeiras de Itapuã e outros grandes artistas, “Duas Cidades” reforça o engajamento social e a identidade cultural do BaianaSystem.
Logo no título, a banda já manda o papo diretíssimo propondo um questionamento das distintas linguagens urbanas presentes em Salvador – cidade alta ou cidade baixa? Nesse caso, as duas. E a temática segue ecoando pelas 12 faixas que soam ao melhor estilo riddim jamaicano.
Além do dialogar entre si, as músicas também contam com referências sonoras de canções do álbum anterior e até de uma faixa do disco solo do vocalista Russo Passapusso – “Paraíso da Miragem”, de 2015. Isso acaba criando uma atmosfera experimental, em constantes mutações sonoras que proporcionam imersões estéticas distintas, principalmente para os que já estão mais familiarizados com o Baiana e seus projetos paralelos.

Logo na faixa de abertura “Jah Jah Revolta, pt II”, já é possível sentir essa proposta, reforçada logo em seguida por “Bala na Agulha” e mais adiante em “Barra Avenida, pt II” e “Playsson” – primeiro single do disco e única música brasileira a compor a trilha sonora do famoso game Fifa 2016, da EA Sports.
Destaque também para “Lucro: Descomprimindo” e “Azul”. A primeira, talvez minha preferida; uma cúmbia resultado da parceria de Passapusso com Mintcho Garrammone, multiinstrumentista e compositor argentino; já a segunda, uma espécie de mantra instrumental que encerra o disco abaixando as rotações de forma bem harmônica

Seja nos palcos mundo afora, ou puxando o trio elétrico “Navio Pirata” nas avenidas do Carnaval de Salvador, toda essa grande metamorfose musical se transforma em uma verdadeira catarse. Ao vivo, a banda (ou coletivo) sobe um patamar, passando para um status de movimento, em movimento; quase uma ideologia.
E é exatamente em função dessa que, provavelmente é uma das maiores virtudes do BaianaSystem como conjunto musical, que se evidencia o único possível deslize de “Duas Cidades”. É compreensível, mas o disco não consegue transmitir fielmente toda essa explosão sensitiva citada no parágrafo acima.
Talvez esse seja o próximo desafio do Baiana, ou talvez a proposta sempre tenha sido essa, de proporcionar diferentes formatos para produtos distintos. Fato é que toda expectativa gerada por esse lançamento foi atendida e “Duas Cidades” pode, e é muito provável que deve, impulsionar o BaianaSystem além das praças que os caras já conquistaram.
Trackslist:
  1. JAH JAH REVOLTA – Pt 2
  2. BALA NA AGULHA
  3. LUCRO (DESCOMPRIMINDO)
  4. MERCADO
  5. DUAS CIDADES
  6. PLAYSOM
  7. DIA DA CAÇA
  8. CIGANO
  9. PANELA
  10. CALAMATRACA
  11. BARRA AVENIDA – Pt 2
  12. AZUL



                                         Fonte > http://br.nacaodamusica.com/posts/resenha-duas-cidades-2016-baianasystem/

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Festival 'The backlands will turn Art' will BaianaSystem in Bahiab

This is the 3rd edition of the event, held in the city of Araci, 3 and 4.
free concert will be on Sunday (5), in the main city square; check it.

The Baiana System band will free concert at the 3rd Festival "The Hinterland will turn art", which takes place in the city of Araci, 211 kilometers from Salvador, in the Sisal Territory. The event will be next weekend, 4th and 5th of June, and the band's performance will be on Sunday (5) in the main square of the city. The show will open with Accordion Orchestra, the band I came from Bike and Alisson Menezes, from 18h.

The program on Saturday (4) will be at the Cultural Center of the city, from 19h, with the presentations of the band local Fife, the Icaraso theater group, and Daniel Gomez and guests with a pocket show.
Also on Saturday there will be the launch of the book "Ancestry and music in Quixabeira" writer Sandro Santana on the musical movement Quixabeira.
The idea of the Festival is to bring to the public a number of productions, local, regional and capital. The event, which had the first editions in April and May, and had shows of Scambo band, orchestra Santo Antonio and Juliana Ribeiro, Sertanilia, Val Macambira, the Mono band and Sergio Magno.



                                                           Fonte> http://g1.globo.com/bahia/noticia/2016/05/festival-o-sertao-vai-virar-arte-tera-baianasystem-no-interior-da-bahia.html

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Invisible Music Lisbon has millions of clicks on YouTube

They make music on the margins of the industry, but not underground. They have thousands - or millions -
of views on YouTube, go to concerts by several countries, but not a biography on the Internet. Route through the suburbs of Lisbon in search of (other) big hits of the moment.

They are young, living on the outskirts of Lisbon, are practically alone music. Many started on the computer at home. The official commercial circuit does not know them. There are tops in sales of large record stores. They function as a sort of parallel music market, but few can live than create. His hits have thousands of views - some into the millions. They work in the neighborhood where they live, only the size of the popularity goes beyond that territory: some do concerts in France, Luxembourg, Switzerland, Spain, Cape Verde, Angola ...
This has been what noted researcher in Urban Studies Antonio Brito Guterres in his TEDx Talk last year, the Invisible City of Lisbon - TED is an organization dedicated to the motto "ideas worth shared", and TEDx is a program locally organized independently with the same spirit.
This intervention can be seen on YouTube, Brito Guterres reviews the changes in the city-center and the formation of the peripheries, marked by internal migration and the immigrations. Tells the story of a teacher from one of the suburbs who wanted to get to know their students through music, but could not find what they heard anywhere (just because they heard was in the circuits that she did not know).
Showing the top 10 of Fnac store, the investigator chose six of the singles of the artists represented there, as David Fonseca or Watermark (on YouTube for several years) to complete that have little more than 100 thousand views. Compared with the data of some rappers singles made in the suburbs, recorded in bedroom closets, sung in Creole and with harsh lyrics about reality, and reached vastly superior numbers: none below 500 thousand, three to beat or overcome million. "I do not know the whole town is normal, now do not know anything on this scale ...", he commented. "An artist who has a million views is an artist here in London, in New York ..." - and everywhere.

NUNO FERREIRA SANTOS
After all, who are these artists who are on the margins of the "current city" have thousands of fans, but not a biography about them is available on the Internet? The singing that makes them so popular? How to manage this popularity unknown to formal industry? Guided by various territories where the music of the "invisible city" is heard loud and clear.
The neighborhood to Cape Verde
The block where the parents live Loreta miram to the castle and the buildings of Sintra - hence the name given to this location, Mira-Sintra. Loreta, who sings mainly in Creole, has videoclips as kills a genius, which appears in guns blazing, next to a blonde woman carrying a shotgun, or others like sta mariado Life, from an Orlando Pantera music, in a more relaxed setting and leisure.
With accounts in Spotify and iTunes, two platforms that make available to the user a vast menu of music, has a legion of followers - on Facebook are more than 17 thousand fans in about 12,000 Instagram, the page of their collective KBA has 26,000 likes and there are videos with over half a million views on YouTube - one of the videos, Nha identity, has had a million.
The founder of KBA, 28 years, two children, moved recently from parents' apartment in the district Foundation D. Pedro IV, but is there to receive us, with the mother to open the door. The population is mostly made up of people rehoused in early 2000, mixing races and ethnic groups - white, Roma, black, african descent.
Loreta started trying to make music at age 11, in the slum where he lived. Experimenting with tape, trying to repeat parts of music he heard. The father plays the accordion and funaná. "I grew up listening to music. I remember being small and my brothers put music of Cape Verde. "
From the 13, with a friend sang at community festivals. They began to make love and to be invited to other parties. They recorded for the first time with the mobile producer and studio musician Primero G, a mini disc - had about 15 or 16 years.
Later he organized with other friends to "join the ends": one bought the microphone, another bought a tower, another bought a screen and set the home studio, which was turning for home each other. The primeiramixtape you created, "for there in 2007 or 2008," nor was it that put it on the Internet. They were about 11 songs and Loreta recalls have been surprised by the invitations to play in other neighborhoods. "We started to believe: the people are like that, too like, we will continue."
Things changed when he met the "Katana" Katana Productions, who had a studio in Odivelas where they recorded their first album in 2013: Since Always Forever. Then came buling, and then Loreta began the solo albums with DMT, Last Hope, and now, Saints and Sinners.
Loreta was community mobilizer, collaborated with the NGO Eye Vivo and the Choices program, the High Commissioner for Migration, worked in the works, but right now is unemployed. The music is not enough to pay the bills. "I have a rented house, only music is impossible to live."
In a traditional store can not buy Loreta music. Previously, went to a factory, was about 500 CD and every show sold 20. "I do not feel that has a work worthy of being on sale in mainstream circuit because it takes money, studio time, more is the quality of the final product have quality enough to spend a radio. "
It was only in 2014 that acted for the first time in Cape Verde. When he arrived at Praia, I had people at the airport waiting to take pictures every step; the street was recognized, the kids approached him in droves. They opened the concert Anselmo Ralph, and were acting in a couple more sites on the island of Santiago. "Always bursting. Tarrafal in the show were two hours to leave the stage. "
Loreta has more than 200 songs that never put on the Internet works "all the time". You think it's popular to have succeeded in giving a version of "XXI century Cable Verdeanness", "easy to understand for anyone who is from Cape Verde and who was born in Europe."
Cape Verdeans son who was born in Portugal but has Portuguese nationality, feels that belongs to a generation of "african-tugas" a "bit without land." Music that is says it is a daily or a reminder, "the journalist's work," things you observe and think you are wrong. "I do not follow a line. I intervene, but I will talk about a great day I had. "It's about rehousing, injustice, police brutality. "The violence and police brutality are the things that most indignant me. This means putting everything in my bag. All white days steal, steal all the black days. You do not see the white backpack kid to be against the wall and searched, but you see this happen to young Africans or of African descent. "From this comes the cops showed me a gun.
But, he says, only "30% to 40%" of the songs speak of the toughest issues. "When we are musicians 100% intervention, we did not become popular, and this makes not everyone can hear our voice. If you can become popular so that when you open your mouth a million people listen to me, then I can intervene. "
Will sing in the Algarve, Porto, Lisbon, has a diverse audience, but thinks "great strength" are young like him, "Cape Verdean descent." Most likes on your Facebook page is Lisbon; Second comes Luanda, after Paris, Beach City ... I was singing several times to Luxembourg and France, Spain, Switzerland, Cape Verde, "house always above average."
There is a side to him that you are not sure of wanting to be part of the industry. "The CD to sell to a larger audience has to flee a bit to what I have done. I had to do more songs in Portuguese, to give to spend a club, and other content, not so raw. "He did not care to have his records in stores like Fnac," of course! ". What you get with views on YouTube "is minimal", "Less than half a cent per view ..."
What was needed to live music? Having someone who agendasse him two concerts per month, at least. "Event organizers still have the back foot by the rap be a street music, banditry, and have not realized that it is a new market to explore and has many followers."
The secret of its popularity is "pretty basic", "Music is when good has its own legs. When you hear a good song, it shows his friend, who shows his friend, and that spreads out. "
Music to enjoy
Mira-Sintra to Vale da Amoreira in Moita, are almost 2:30 a.m. path in public transport, trains. We crossed the bridge over the Tagus car on a sunny morning. The center of Lisbon does not take more than 30 minutes. We went from a town with a population of just over five thousand people to one with about ten thousand, according to official data. Here live mainly Portuguese. There are also Roma and Cape Verdean origin, Angola, Guinea.
Deejay Telio, 19, and their collective We Are Family (SAF) are even a family - the interview will be done in group, one of the courtyards of the buildings in the neighborhood, with Deedz, Dino and Ericsson. The motto of the SAF is: "We put loyalty above all."
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                                     Fonte>https://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/ha-hits-que-passam-ao-lado-dos-tops-oficiais-1732144

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Atração do último show da Concha, BaianaSystem inicia novo ciclo do espaço

Reconhecida como uma das atrações que apontam novas tendências da música brasileira, a BaianaSystem faz parte de um ciclo na história da Concha Acústica. O grupo participou da última apresentação no espaço antes do fechamento para as obras – o especial “Domingão na Concha” com Lenine, Letieres Leite e outras atrações, em dezembro de 2013 – e agora integra a programação do festival “Eu Sou A Concha”, que marca a reinauguração. “Pra gente foi uma honra ter sido convidado porque a gente participou do encerramento que teve vários shows, então ficou aquele gostinho assim de tocar de novo. Também tem toda a importância no histórico pra o que é a Concha, que a gente viu nesse período que ficou fechada, a falta que faz pra cidade como um lugar de médio porte, boa estrutura aura”, afirma Roberto Barreto, guitarrista da banda.
BaianaSystem se apresenta no sábado (14), segundo dia de shows, com a participação de Ney Matogrosso, em uma apresentação inédita, de cerca de 70 minutos, coordenada pelo diretor artístico Elísio Lopes Jr. “Foi uma proposta que de alguma forma partiu da direção do espetáculo, entre os nomes que eles pensavam e teve toda uma consulta pra saber o que é que ele achava, então  da nossa parte, a gente ficou super entusiasmado: ‘Lógico, tem tudo a ver, vai ser ele!’. Pelo que Elísio falou, ele teve a mesma reação, ficou empolgado. Artisticamente, ao longo da carreira dele, ele participa muito de shows com pessoas que estão produzindo na atualidade, então foi uma proposta com aceitação de ambos os lados”, conta o guitarrista.


No show, que ainda está sendo montado, a banda deve apresentar algumas canções do novo álbum “Duas Cidades”, lançado no dia 29 de março, aniversário de Salvador. Além de fazerem parte de duas apresentações marcantes para a história do anfiteatro, os espetáculos também representam fases distintas na carreira do grupo. Em 2013, chegando ao auge do primeiro álbum, lançado em 2010. Quase dois anos e meio depois, a banda volta ao mesmo local já com o trabalho consolidado no cenário de música alternativa. “Tem esse entendimento maior da gente como grupo, como artista, nessa relação com a cidade. Nesse período, a gente teve bastante coisas acontecendo, teve os shows que a gente fez no Pelourinho, teve o último carnaval com momentos bem marcantes, lançamento de disco... Foi bem esse tempo de consolidar isso, formatar isso pra um disco, ter essa relação com o público mais concretizada”, analisa. No festival, a banda pretende apresentar um pouco do novo show, que mostra os experimentos que eles vêm fazendo com uma sonoridade mais madura. O segundo dia de apresentações contará ainda com show de Carlinhos Brown com participação de Lazzo. Na sexta (13), abertura exclusiva só para convidados, terá Maria Bethânia com Margareth Menezes e o espetáculo Kindembu com Ilê Aiyê, Filhos de Gandhy, Cortejo Afro, Male Debalê, Muzenza, Olodum e convidados. O festival chega ao fim no domingo (15) com o reencontro inédito dos Novos Baianos.


                                     Fonte> http://www.bahianoticias.com.br/noticia/190185-atracao-do-ultimo-show-da-concha-baianasystem-inicia-novo-ciclo-do-espaco.html