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quinta-feira, 28 de julho de 2016

Ivete Sangalo lança primeiro acústico

Entrevistar Ivete Sangalo é a mesma operação de guerra de qualquer musa pop internacional que desce para o País. Fãs na porta do local - desanimados, é verdade, pelo sol inclemente da quarta-feira, 27 -, um incontável número de seguranças espalhados por cada curva do caminho até o quarto onde ela aguarda a reportagem, e um mais impressionante número de pessoas dentro da sala com ela, de operadores de câmera, som, assessores, produtores e outros cuja função parece um mistério. Entrar no mundo de Ivete Sangalo, na divulgação de um trabalho, é saber que será fotografado, filmado, gravado. Ela, acostumada com o fuzuê de ser a dona da voz mais popular do Brasil, não se incomoda. E até gosta.
 “Ainda bem que tem bastante gente, né?”, brinca a cantora baiana sobre a quantidade de jornalistas que já aguardavam, no andar de cima, para uma coletiva que também seria transmitida ao vivo pela internet. “Se não tivesse tanta gente, eu estaria lá na rua, gritando: ‘Gente, prestem atenção, acabei de lançar meu disco!’” Ela cai na gargalhada com a própria piada.
 O disco que Ivete Sangalo estaria divulgado aos gritos na rua se não fosse Ivete Sangalo é Acústico em Trancoso, mais um trabalho ao vivo da cantora que se especializou nesse formato de registrar suas performances no palco, algo que lhe é, garante ela, muito mais confortável do que o formato fechado de um estúdio. “No estúdio, pode-se fazer, refazer, tentar de novo. Gosto desse formato ao vivo porque sou uma pessoa muito mais emocional. Sou totalmente emocional.”
 Acústico em Trancoso, lançado em formatos de CD (com dois discos vendidos separadamente) e um DVD, foi registrado no município de mesmo nome de Porto Seguro, na Bahia, e é também o primeiro lançamento dela dentro do formado desplugado, com instrumentos acústicos. E, embora ele siga à risca a ideia de deixar os instrumentos elétricos de lado, ela também não se enquadra no formato mais tradicional com o qual se está acostumado. Ivete Sangalo não seria Ivete Sangalo se gravasse o disco sentadinha em uma cadeira rodeada por violões. É desplugado, mas a cantora levantou a poeira do formato. “Encontramos novos caminhos, traduzimos algumas canções para o disco”, ela explica. “Acho que o deslocamento da minha zona de conforto me colocou uma outra visão de como fazer as coisas.”
 E não é só na postura - em pé - que Ivete transforma o acústico em algo só dela. Das 25 músicas do DVD, oito são inéditas, um número alto e também pouco comum. É claro, hits radiofônicos como Se Eu Não Te Amasse Tanto Assim, estão incluídos no repertório, mas há espaço para novas experiências, como Seus Planos, canção que nasceu dos momentos nos quais Ivete observava seu filho Marcelo, prestes a completar 6 anos, minutos antes de acordar pela manhã. É uma canção delicada, com ukelelê, que acaba por se “enquadrar em qualquer tipo de amor”, ela explica.
 Ivete Sangalo diz gostar do formato acústico, cita Nirvana e Pearl Jam como as bandas donas dos discos Unplugged que ela mais gosta, e ainda garante ser fã da banda de rock pancada System of a Down. “Meus sobrinhos chegam em casa, me veem dançando e pulando as músicas do System of a Down no volume máximo e dizem: ‘Tia, você é muito engraçada”, ela ri. É justamente neste momento que Ivete Sangalo deixa de ser o que se espera de Ivete Sangalo.

                                                            Fonte> http://www.clicfolha.com.br/noticia/58868/ivete-sangalo-lanca-primeiro-acustico

sexta-feira, 8 de abril de 2016

BaianaSystem discute os êxodos no País com o álbum 'Duas Cidades'


É quase possível sentir a falta de uniformidade das pedras gastas pelo tempo debaixo dos pés. As ladeiras fazem o ar faltar dos pulmões, as pernas doerem, o suor brotar da testa. Com Duas Cidades, o novo disco do BaianaSystem, transpira-se com o ar pesado e quente do Pelourinho, bairro do centro histórico de Salvador, na Bahia. São 12 canções de saborosos encontros entre a guitarra baiana de Roberto Barreto, as batidas ora eletrônicas, ora orgânicas, o baixo de SekoBass grooveando como se caminhasse conosco pelas subidas e descidas do bairro, e a voz de Russo Passapusso, que despeja o cotidiano em frases, versos e gritos. O visual da banda, obra de Filipe Cartaxo, é parte integrante da proposta do BaianaSystem e cresceu e se expandiu com a banda.
O álbum, lançado em formato digital nesta sexta-feira, 8, em sites de música via streaming e download gratuito, é uma continuidade daquilo que se ouviu em BaianaSystem, o primeiro disco do projeto, lançado em 2010, cheio de participações especiais interessantes, como Lucas Santtana, BNegão, entre outros. Há, no novo trabalho, continuações literais. Jah Jah Revolta Parte 2, que abre Duas Cidades, é uma sequência do trabalho anterior e até evoca as batidas dos tambores da antecessora, embora hoje o som do Baiana seja mais intenso e cheio. "Já não estou entendendo, não entendo mais nada / Quem está devendo a risada é a piada", canta (e protesta) Passapusso. O mesmo acontece com Barra Avenida Parte 2, posicionada já no fim do álbum.
Havia uma ferocidade ali, no disco de 2010. Ela ainda está presente, embora surja de uma forma mais lapidada com os anos de experiência nos palcos, sejam eles baianos, de outras cidades do País, e nos Estados Unidos, Japão, China e Europa, e pela produção de Daniel Ganjaman, em mais um trabalho do qual pode orgulhar-se.
Mas não é por acaso que o Pelourinho esteja presente em Duas Cidades. Literalmente, em algumas das letras de Passapusso, ou evocado em um sentimento calorento e suado. O vocalista conta que 70% do que foi produzido e é ouvido no disco nasceu diretamente das apresentações que o grupo fez durante os últimos anos por ali, nas praças Pedro Arcanjo e Tereza Batista. Desde as apresentações por lá no último carnaval, em fevereiro deste ano, o Baiana se retirou dos palcos para organizar as ideias e propostas que surgiram nos últimos seis anos, muitas delas sobre os palcos. "Eram faixas abertas, muitas improvisações", lembra Passapusso. "Mas conseguimos dar um formato que pudesse se encaixar em um disco. Ali está todo o nosso processo de perguntas e respostas a respeito do samba reggae, o que experimentamos em outros projetos e testamos, tudo o que fazíamos no Pelourinho. Pensamos, vamos registrar isso aí."
Foi nesse momento que Ganjaman entrou no projeto definitivamente. O caminho de Passapusso e do produtor já haviam se cruzado antes, quando o vocalista estava trabalhando em seu disco solo, Paraíso da Miragem, lançado em 2014. "Já depois que saiu meu disco, fizemos um show com o Baiana em São Paulo e fomos jantar com o Ganja", lembra Passapusso. "Costuramos os retalhos."
É parte do espírito do BaianaSystem a reconstrução. Ou, como explica Passapusso, a busca de novos significados para cada acorde, batida ou verso. "É como se a gente tirasse um pedaço de uma árvore, para plantar ali do lado, como uma semente, para que outra árvore nasça."
Duas Cidades, o título, é uma referência mais clara a Salvador, à Cidade Alta e à Cidade Baixa, às subidas e descidas do Elevador Lacerda. Há espaço para a análise de Passapusso sobre os êxodos. "Dos grandes e dos pequenos. De gente que sobe a ladeira, de gente que vai até outra cidade para trabalhar. Gente que troca de Estado", explica o vocalista. O êxodo, afinal, é a conexão, a ligação entre as duas cidades, os dois pontos. O encontro da guitarra baiana com a estética eletrônica. "Isso faz parte da experiência da banda."

 Fonte> http://www.dgabc.com.br/Noticia/1939238/baianasystem-discute-os-exodos-no-pais-com-o-album-duas-cidades

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

BaianaSystem releases album single that arrives this year

After the first album in 2010 and an EP in 2013 called Rover, now completely beaten by us, BaianaSystem - Roberto Barreto (Bahian guitar), Russian Passapusso (voice) and SecoBass (bass) - back with the single "Playsom" preceding the album that still comes out in 2015. the footprint is the same: the Bahian guitar setting the tone and permeating all music with diverse influences. Since Jamaican music, through Arrocha to Samba Reggae. In the single - which can be downloaded from the band's website - the group released a lyric video of the song you can watch below. Press play, move the chairs and learn the choreography to dance at the carnival. The disc production, yet unnamed, was in charge of the ubiquitous Daniel Ganjaman and the music had the participation of Marcio Vitor, the Psirico, on percussion.
  The group has performed in many places in Brazil, reaching Europe and even China

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte>http://www.oinimigo.com/blog/baianasystem-libera-single-de-album-que-chega-esse-ano/