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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016
Por que o Baiana System é a grande banda do Carnaval 2016
15:54
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Letras politizadas e raízes musicais misturadas ao rap, rock e música jamaicana são a base do fenômeno baiano deste ano

Essas são algumas das influências perceptíveis do Baiana System, um trio que está mexendo com a música segundo artistas tão diferentes quanto BNegão, Daniel Ganjaman e Marcio Victor, do Psirico (o responsável pelo hit Lepo Lepo, do carnaval de 2014).
O projeto, criado em 2009, reúne Russo Passapusso, Roberto Barreto e Marcelo Seco e chama atenção pelas performances explosivas, inclusive no circuito Barra Ondina no Carnaval de 2016:
Mas também é conhecido pela capacidade de reunir públicos de gostos bem diferentes atrás do trio. O Nexo conversou com o jornalista baiano Luciano Matos, que cobre música há mais de 15 anos, para enumerar as razões pelas quais o Baiana System é a grande estrela do Carnaval 2016.
Axé music em baixa#
A música baiana pedia renovação há alguns anos - e o Baiana System surgiu exatamente nesse momento. "A indústria explorou o axé ao máximo e isso ofuscou qualquer outra produção, nada mais saia daqui", afirma Matos.
Para ele, a fórmula repetitiva da música local também se esgotou e era natural que algo novo surgisse e ganhasse espaço. "Esse axé baiano popular, que vende a Bahia como terra da felicidade, perdeu a conexão com a massa."
Forte conexão com a cultura local#
Ao mesmo tempo, a banda surgiu de uma necessidade dos músicos de criar algo inovador em cima da tradicional guitarra baiana, um instrumento de madeira sólida com captadores magnéticos e afinação em quintas.
A sonoridade ficou famosa nas músicas de Luís Caldas, por exemplo, que fundou a Banda Eva na década de 1980. São elementos familiares da música local misturados de uma maneira que não tinha sido feita antes.
Letras contundentes e engajadas#
O Baiana abusa dos recursos poéticos nas letras, às vezes flertando com os aspectos técnicos do rap. Misturado a isso, falam de temas politicamente importantes, o que se torna mais atraente em um país que recentemente se viu mais interessado por política. A aposta da banda para o Carnaval é a música ", uma cumbia sobre especulação imobiliária e exploração desenfreada na natureza na Bahia, por exemplo. Aqui está a letra:
Fonte> https://www.nexojornal.com.br/expresso/2016/02/04/Por-que-o-Baiana-System-%C3%A9-a-grande-banda-do-Carnaval-2016
Ivete Sangalo e Bell saem sem cordas nessa quinta; veja programação de hoje
03:00
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No Carnaval deste ano, mais do que nunca, a rua será protagonista – e a quantidade de artistas, que vão se apresentar sem cordas, pertinho dos foliões, é apenas uma prova de que o tema da festa (Vem Curtir a Rua) está sendo seguido à risca.
Ao todo, serão pelo menos 260 atrações em trios desfilando sem cordas – 197 apoiadas pela prefeitura e outras 63 pelo governo do estado.
Ao todo, serão pelo menos 260 atrações em trios desfilando sem cordas – 197 apoiadas pela prefeitura e outras 63 pelo governo do estado.
E vai estar todo mundo lá: ontem, já teve Carlinhos Brown, na Caetanave, e Saulo, durante a abertura oficial da festa, no circuito Osmar (Campo Grande). Hoje, às 17h, Ivete Sangalo abre o segundo dia de folia no mesmo circuito, encorpando estrelas que incluem Bell Marques, Carlinhos Brown, Saulo, Daniela Mercury e bandas como Eva e Babado Novo.
Ivete comanda trio sem cordas hoje (Foto: Arquivo CORREIO)
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Para completar, apoiados pela prefeitura, 212 artistas se apresentarão nos palcos instalados em 10 bairros (incluindo Boca do Rio, Liberdade, Nordeste de Amaralina, Cajazeiras e Jardim de Alah). Além disso, serão 220 apresentações no Pelourinho amparadas pelo governo do estado. Assim, o número final chega a 792 opções gratuitas pela cidade, até a Quarta-feira de Cinzas.
“Existe de fato uma iniciativa de valorizar o Carnaval de rua. Fortalecê-lo significa favorecer todo o Carnaval. Atendemos um público muito grande para democratizar o acesso a essas atrações e dar espaço a atrações que talvez não tivessem espaço”, explica o presidente da Empresa Salvador Turismo (Saltur), Isaac Edington.
Liberdade
Quem já experimentou seguir um trio sem cordas pretende repetir. “Não sinto mais necessidade de sair em bloco pago. No bloco sem cordas, você se sente mais livre para estar em outros lugares, para ir para frente, atrás. Dentro (da corda) é muito apertado e, de verdade, acho que a depender do bloco, tem mais confusão dentro dele do que fora”, opina a estudante de Fisioterapia Layla Cupertino, 24 anos, que já fez toda a programação para os dias de folia: deve seguir Ivete, Daniela, Saulo e Os Mascarados.
Para Felipe Pezzoni, vocalista do Eva, o movimento sem cordas remete à essência das origens do Carnaval. “Todo mundo ganha, nós artistas e o público principalmente. Reafirma que o nosso Carnaval é o mais democrático do país, isso de não ter distinção, todo mundo com o mesmo propósito, onde a alegria prevalece no final das contas. A nossa pipoca já está no sexto ano”.
Bell Marques, que puxa seu trio sem cordas logo depois de Ivete, hoje às 18h, no Campo Grande, está animado para tocar para os seus seguidores: “Poder tocar especialmente para esses foliões é sempre maravilhoso, ainda mais no Campo Grande, onde tenho uma história muito especial. Tenho certeza de que, assim como no ano passado, vai ser muito bonito. Espero todo mundo lá, com muita paz e alegria no coração, que é isso que é Carnaval”.
Liberdade
Quem já experimentou seguir um trio sem cordas pretende repetir. “Não sinto mais necessidade de sair em bloco pago. No bloco sem cordas, você se sente mais livre para estar em outros lugares, para ir para frente, atrás. Dentro (da corda) é muito apertado e, de verdade, acho que a depender do bloco, tem mais confusão dentro dele do que fora”, opina a estudante de Fisioterapia Layla Cupertino, 24 anos, que já fez toda a programação para os dias de folia: deve seguir Ivete, Daniela, Saulo e Os Mascarados.
Para Felipe Pezzoni, vocalista do Eva, o movimento sem cordas remete à essência das origens do Carnaval. “Todo mundo ganha, nós artistas e o público principalmente. Reafirma que o nosso Carnaval é o mais democrático do país, isso de não ter distinção, todo mundo com o mesmo propósito, onde a alegria prevalece no final das contas. A nossa pipoca já está no sexto ano”.
Bell Marques, que puxa seu trio sem cordas logo depois de Ivete, hoje às 18h, no Campo Grande, está animado para tocar para os seus seguidores: “Poder tocar especialmente para esses foliões é sempre maravilhoso, ainda mais no Campo Grande, onde tenho uma história muito especial. Tenho certeza de que, assim como no ano passado, vai ser muito bonito. Espero todo mundo lá, com muita paz e alegria no coração, que é isso que é Carnaval”.
Fonte> http://www.correio24horas.com.br/single-carnaval/noticia/ivete-sangalo-e-bell-saem-sem-cordas-nessa-quinta-veja-programacao-de-hoje/?cHash=578a68a29aa0d546f23101a7a537ad7a
terça-feira, 2 de fevereiro de 2016
Veja como foi a escolha da Musa do Carnaval 2016 no É do Pará
01:29
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Larissa Ricca, da Escola de Samba da Matinha, foi eleita a musa no concurso
Ô abre alas! Direto da Estação das Docas, em ritmo de carnaval e de final de concurso, o É do Pará do último sábado (30), elegeu a "Musa do Carnaval 2016", a bela Larissa Ricca, da escola de samba da Matinha.
Os jurados: Ana Unger - professora de dança, Miguel Santa Brígida - historiador, Keila Gentil - cantora e Fabrício Gama - presidente da liga das escolas de Belém, decidiram empatar a competição e deixar o resultado nas mãos do público através da votação online. Em uma votação recorde, com quase 18 mil votos, Larissa Ricca venceu com 52%.
Como dica de receita, Carlos Brito ensinou como se faz uma moqueca paraense, que além do filhote, leva tucupi e goma de tapioca
Os jurados: Ana Unger - professora de dança, Miguel Santa Brígida - historiador, Keila Gentil - cantora e Fabrício Gama - presidente da liga das escolas de Belém, decidiram empatar a competição e deixar o resultado nas mãos do público através da votação online. Em uma votação recorde, com quase 18 mil votos, Larissa Ricca venceu com 52%.
Como dica de receita, Carlos Brito ensinou como se faz uma moqueca paraense, que além do filhote, leva tucupi e goma de tapioca
Fonte > http://g1.globo.com/pa/para/e-do-para/noticia/2016/02/veja-como-foi-escolha-da-musa-do-carnaval-2016-no-e-do-para.html
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016
Carnaval 2016, de Salvador custará R$ 50 milhões e terá 197 atrações gratuitas
15:49
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Patrocinadores custeiam maior parte dos recursos, segundo prefeitura.
Festa na capital baiana começa no sábado (30), com pré-carnaval.
O carnaval em Salvador terá R$ 50 milhões em gastos neste ano, com mais da metade a partir de financiamento privado. De acordo com a prefeitura, são R$ 35 milhões de investimentos captados com patrocinadores: uma cervejaria, uma empresa de água de coco, uma companhia aérea e um banco. Os detalhes foram apresentados em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (28),
A prefeitura detalhou que os recursos totais estimados em R$ 50 milhões pagam tanto os valores cobrados pelas atrações musicais, quanto os serviços empenhados – a exemplo de limpeza e transporte. A administração informou que irá detalhar toda a estrutura disponível para o evento em nova coletiva de imprensa na próxima segunda-feira (1º).
São 4 milhões gastos em atrações pela prefeitura e outros R$ 1,3 milhões em apoio a mais de 50 entidades, incluindo as de matriz africana, afoxé, reggae, hip hop e samba. Serão 80 trios e minitrios contratados para a folia, que irão proporcionar 197 apresentações sem cordas. “Estamos mostrando esse caráter democrático e participativo do Carnaval de Salvadorx”, disse o prefeito ACM Neto.
A festa começa no sábado (30) e domingo (31), com Fuzuê e Furdunço, na Barra. O pré-carnaval contará com atrações como Batifun, Adão Negro e Baiana System. A festa volta com abertura oficial do carnaval, na quarta-feira (3), com apresentações que pretendem levar o público a uma retrospectiva do carnaval ao longo dos anos. O cantor Carlinhos Brown abrirá o cortejo com a banda Lateral Elétrica, cantando antigos frevos e marchinhas de carnaval. Mais 14 atrações seguem animando a festa, que será fechada com trio de Saulo Fernandes.
A folia segue até a terça-feira, 9 de fevereiro, com os circuitos oficiais e outras atividades previstas no entorno da folia. Entre as atrações extras, estão a torre eletrônica, voltada para fãs da música eletrônica, que será instalada no Farol da Barra, e funciona de 0h à 3h, de sexta a terça-feira, e desfile de fantasia, na Praça Castro Alves, marcado para segunda-feira (8), às 19h.
Também haverá música eletrônica no Beco das Cores, que tocará nos intervalos dos trios, na Avenida Oceânica, ao lado do camarote da prefeitura, de sexta a terça, das 19h à 0h. Os fãs da banda BaianaSystem ainda irão poder curtir um por do sol com show da banda, na Praça Castro Alves, no fim da tarde de domingo.
Fonte > http://g1.globo.com/bahia/carnaval/2016/noticia/2016/01/carnaval-de-salvador-custara-r-50-milhoes-e-tera-197-atracoes-gratuitas.html
BaianaSystem no Carnaval 2016,novo álbum, que sai em março
15:34
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Durante o Carnaval, grupo desfila novidades do segundo álbum com convidados como Márcio Victor e As Ganhadeiras de Itapuã
De cima do trio elétrico, os integrantes da BaianaSystem olham para baixo e observam o público. O suor marca cada um dos rostos que parecem estar em transe, uns de olhos fechados, outros vestindo as disputadas máscaras de Filipe Cartaxo. Os corpos em movimento anunciam: está começando mais um Carnaval.
“Quando a gente olha para baixo, vê muitas manifestações. Roda, pulo, salto, gente que requebra, remexe, esquiva... Somos um recorte da cidade e montamos o quebra- cabeça com o público”, observa Russo Passapusso, 33 anos, vocalista do grupo que está prestes a lançar seu segundo álbum.
Ontem, no Furdunço, a BaianaSystem mostrou um pouco do disco ainda sem nome, previsto para março, e uma prévia do seu Carnaval que vai passar por Cajazeiras, Praça Castro Alves, Pelourinho e Furdunço, de novo, na sexta.
Ao ouvir o mix de guitarra baiana com influências como dub, reggae, arrocha e ijexá, o folião mergulha no “empurra-empurra, no roça- roça” e vai se “esgueirando, feito um ninja no meio da multidão”, como bem descreve a música O
Há três dias do início oficial da festa de Momo, que tem como tema Vem Curtir a Rua, o folião já está fazendo o seu Carnaval. São tribos cada vez mais diversas atrás da pipoca que a BaianaSystem faz desde seu surgimento, em 2010. “Pra gente esse sempre foi o tema. Essa é a lógica, é o que faz o Carnaval ser Carnaval, enquanto acontecimento social”, garante o guitarrista Robertinho Barreto, 44.
Sistema de somInspirada no sistema de som jamaicano, a BaianaSystem testa novas músicas em cima do trio, nos shows, antes de gravar em disco. Caso de Lucro (Descomprimindo), parceria com o multiinstrumentista argentino Mintcho Garrammone que acaba de ser lançada nas redes sociais. Velha conhecida de quem acompanha os shows da Baiana, a música faz parte do novo álbum do grupo, assim como Playsom.
É muito importante que a gente entenda esse meio de produção. Vem do soundsystem, vem do eletrônico, vem do reciclável. Não é um processo estático. Os antigos jamaicanos faziam isso. O samba-reggae é assim. A Bahia e a Jamaica têm esse processo muito forte”, explica Russo.
Do circuito independente, a banda já rodou o Brasil, fez turnê internacional que passou pela China, virou trilha do jogo Fifa 16 e até de aula de suingue baiano, nas academias, ao lado de bandas como Vingadora e Psirico. “Sério? Não sabia disso!”, surpreende-se Russo, aos risos.
“Acho maravilhoso! Só lembro de Leo Brau e Erica Ribeiro, que tiveram a expressão corporal filmada no clipe de Playsom”, elogia, ao citar os dançarinos da música que tem participação de Márcio Victor, do Psirico, na percussão. O novo álbum da Baiana inclui as Ganhadeiras de Itapuã e artistas como Rowney Scott, Siba, Marcelo Galter e Jun
ix 11.
“O que acontece com a BaianaSystem, que agrada todo mundo, é que os caras são mente aberta, né, bicho? Os caras são massa, a música é bem feita... A semelhança que vejo do público do Psirico gostar é que a Baiana mistura um pouquinho de tudo”, destaca Márcio Victor, 36 anos.
Alvo de crítica por parte de alguns fãs xiitas, que torcem o nariz pra diversidade de público, a BaianaSystem não se limita e aposta mesmo na experimentação. “Engraçado isso... A gente tem mudado muito o público. Mas isso, na verdade, é um combustível. Salvador é assim, a experimentação faz parte do DNA do baiano e passa por tudo, inclusive o público diverso”, pondera Robertinho.
Russo concorda: “Existem preconceitos, mas a gente não cai neles. Seja no Carnaval que é livre, seja no espaço privado. Existe ali um elemento que está relacionado diretamente ao que a galera sente. A música alimenta a alma”.
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